A coleção Antiprincesas salta das páginas para o palco e chega ao São Luiz Teatro Municipal no âmbito da programação São Luiz Mais Novos, com espetáculos destinados a um público entre os 3 e os 5 anos.

A coleção Antiprincesas, criada em 2015 pela editora argentina Chirimbote, chegou a Portugal o ano passado com a chancela da Tinta da China e da EGEAC.

É uma coleção cujas protagonistas não são princesas nem viveram felizes para sempre, mas representam mulheres notáveis, mulheres normais que se destacaram em áreas como a pintura, a música ou a literatura.

Antiprincesas, uma coleção inicialmente concebida para homenagear mulheres importantes da América latina, conta para já as histórias de quatro grandes mulheres: a pintora mexicana Frida Kahlo, a compositora e cantora chilena Violeta Parra, a militar boliviana de origem indígena Juana Azurduy e a escritora brasileira Clarice Lispector.

Através das histórias destas “heroínas na vida real que desafiaram os cânones e revolucionaram o mundo”, a coleção pretende ajudar a combater os estereótipos de género que são transmitidos às crianças desde tenra idade através das histórias infantis.

Das páginas para o palco

A Sala Bernardo Sassetti do São Luiz é o palco destes espetáculos, encomendados pelo São Luiz Teatro Municipal e Programação em Espaço Público.

O espetáculo dedicado a Frida Kahlo está em cena esta semana (de 5 a 11 de fevereiro), e de 19 a 24 de fevereiro será reposto o espetáculo dedicado a Violeta Parra, que foi apresentado pela primeira vez no âmbito do programa Lisboa na Rua em setembro de 2017.

As sessões têm lugar de segunda a sexta, pelas 10h30, para escolas, e ao fim de semana às 11h e às 16h para famílias. Os bilhetes custam €2 euros para as crianças, sendo a entrada livre para os acompanhantes adultos.

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