O festival literário da Póvoa de Varzim, Correntes d’Escritas, está de volta a 20 de fevereiro para a sua 19.ª edição, no qual predominarão, como sempre, as línguas ibéricas.

Após uma edição marcada pela participação do Presidente da República, o festival Correntes d’Escritas regressa de 20 a 24 de fevereiro.

Neste festival anual, que celebra a escrita em língua portuguesa e espanhola, e que se realiza sempre no mês de fevereiro, são acolhidos escritores provenientes da Península Ibérica, da América Central e do sul e da África Lusófona.

Este ano, tal como o vice-presidente e vereador da cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino,  declarou na conferência de apresentação do evento, o festival contará com “mais de 80 escritores de 14 nacionalidades e diferentes geografias de línguas hispânicas e portuguesas e com o lançamento de 14 livros“.

Eric Nepomuceno, Michael Kegler, Alicia Kopf e Kalaf Epalanga são alguns dos autores que vão passar pelo festival. Já no que diz respeito a escritores portugueses, poder-se-á encontra na edição de 2018 do festival nomes como Rui Zink, Bruno Vieira do Amaral, Inês Pedrosa, Mário Zambujal, Rodrigo Guedes de Carvalho, João Tordo, Afonso Cruz.

O moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, que publicou recentemente em Portugal um livro sobre o último imperador de Gaza, Gungunhana, que dá também nome ao livro, marcará igualmente presença neste festival.

Como é habitual, o destaque do festival centra-se nos encontros entre escritores. Ao todo, serão realizadas 11 mesas redondas, no Cine-Teatro Garrett, a começar no dia 21 de fevereiro.

Ao longo dos três dias serão debatidos temas como “Hoje são estas as palavras, amanhã não sei”, “Escrever para não salvar o mundo” “O que escrevo atormenta o que sou”“Escrevo para me desacorrentar da verdade”, “Imparcialidade da escrita” e “Entre mim e a escrita, o purgatório”.

E além dos encontros entre escritores?

O argentino Daniel Mordzinski irá juntar-se ao escritor Luís Sepúlveda, no Cine-Teatro Garrett para debaterem o tema “A fotografia revela o que escondem as palavras”.

Numa perspetiva idêntica, Valter Lobo, João Paulo Cotrim e Valério Romão irão reunir-se no Hotel Axis para falar de palavras e de música.

A exposição Júlio Resende na Póvoa de Varzim. Desenhos — anos 50 será inaugurada a 20 de fevereiro no Museu Nacional de Etnografia e História da Póvoa de Varzim e ficará patente até 31 de agosto.

Haverá ainda poesia nas ruas, através de nomes como Isaque Ferreira, João Rios, Rui Spranger e Renato Filipe Cardoso.

Além disso, e com o objetivo de envolver toda a cidade no espírito literário, o Vice-Presidente revelou também que este ano lançaram “um desafio aos comerciantes, que se intitula, Hoje a minha loja também é uma livraria, para que várias lojas da zona comercial tenham livros à venda no seu espaço, durante o evento”.

Os vencedores dos vários prémios literários do Correntes d’Escritas 2018 são anunciados a 21 de fevereiro no Casino da Póvoa de Varzim.

Podes ver o programa completo aqui.

Será Póvoa de Varzim a Cidade da Criativa da Literatura?

A organização está também de olhos no futuro para assinalar, em 2019, os 20 anos de Correntes d’Escritas, almejando que a Póvoa de Varzim seja eleita Cidade da Criativa da Literatura, através da Candidatura à Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Esta pretensão foi também ela anunciada por Luís Damantino.

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