Um episódio de The Assassination of Gianni Versace, a segunda temporada de American Crime Storyno qual nenhum membro da família Versace aparece e toda a atenção é concentrada numa das vítimas deste caso controverso da polícia americana. O episódio A Random Killing estreou no canal FX no dia 31 de janeiro. Em Portugal, a série é exibida na FOX.

É-nos apresentado o casal Lee Miglin (Mike Farrell) e Marilyn Miglin (Judith Light) – ele, um dos famosos empresários da cidade de Chicago; ela, uma produtora de perfumes milionária. O casal parece ter a vida perfeita: uma casa maravilhosa, um filho bem-sucedido e um casamento completamente saudável.

Há apenas um pequeno problema: Lee é homossexual e não tem a coragem de o confessar a ninguém. Exceto, claro, ao perigoso Andrew Cunanan (Darren Criss), que parece atuar como seu acompanhante de luxo, inclusive numa das ocasiões em que Marilyn viaja para fora da cidade em negócios.American Crime Story

Embora a relação entre ambos seja baseada em dinheiro, Lee ainda tenta criar uma ligação com Andrew e encontrar interesses em comum. O rapaz, contudo, tem outros planos: amordaçar o idoso e matá-lo com um bloco de cimento. O seu cadáver fica rodeado de revistas pornográficas para que toda a gente saiba da sua verdadeira sexualidade.

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Através da matrícula da carrinha que é deixada para trás, a polícia consegue associar este assassínio a Cunanan – sendo já o seu terceiro. As suas motivações para matar Lee, no entanto, ficam algo em suspenso: a tragédia parece ter-se dado por puro prazer e pela necessidade que Cunanan tinha de se sentir poderoso.

A estrela do episódio, surpreendentemente, é Marylin, interpretada de forma brilhante por Light. Do início ao fim, percebemos que a mulher amava o meu marido em todos os sentidos. Como ela própria descreve, ambos apoiavam os sonhos um do outro e eram uma equipa imbatível – ou assim o foram durante 38 anos.American Crime Story

Quando se ama alguém de forma tão profunda, é difícil não perceber os seus segredos. Marylin dá a entender que sempre soube da sexualidade do seu marido e, ainda assim, escolheu ficar com ele porque as coisas boas que o casamento lhe trouxe ultrapassavam essa questão.

Nesta perspetiva, o episódio deixa-nos com uma moral positiva, na medida em que, mesmo no meio de uma mentira que terminou numa horrível tragédia, a mulher guarda as melhores memórias do seu marido e deixou que a companhia e apoio que ambos representavam um para o outro ultrapassasse qualquer obstáculo.

NOTA: 7/10