Gonçalo Reis é reconduzido como presidente do Conselho de Administração (CA) da RTP, mas perde os dois administradores que o acompanhavam, anuncia o Conselho Geral Independente (CGI).

O CGI, que nomeia Reis para o triénio 2018-2021, anuncia ainda a saída de Nuno Artur Silva, administrador da RTP para a área dos conteúdos, e de Cristina Vaz Tomé, com a responsabilidade do pelouro administrativo e financeiro.

Nuno Artur Silva, sócio das Produções Fictícias, foi recentemente acusado pela Comissão de Trabalhadores da RTP (CT) de estar em conflito de interesses ao assumir funções de gestão na RTP e ao ser proprietário de empresa concorrente e detentora de um canal privado, o Canal Q.

No comunicado do CGI que anuncia a recondução de Reis, é sublinhado que a sua continuidade na RTP seria “incompatível com a irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os interesses patrimoniais privados, cuja manutenção não é aceitável“.

No entanto, este órgão sublinha que este facto nunca foi verificado como “lesivo” dos interesses da empresa e agradece o trabalho de Silva na “reconfiguração estratégica da política de conteúdos da empresa, numa ótica de serviço público de media, tarefa que desempenhou de modo altamente meritório e sucessivamente reconhecido pelas instâncias de escrutínio da empresa“.

No momento da saída, este Conselho agradece ainda o trabalho de Cristina Tomé, por ter contribuido, “de modo altamente meritório, para uma gestão empresarial eficiente, que se saldou pelo equilíbrio das contas e pela estabilização financeira, ao longo dos três anos de mandato“.

Em atualização.