O realizador de alguns dos filmes mais conhecidos da história do cinema – tais como E.T.: O Extra-Terrestre (1982) e A Lista de Schindler (1993) – regressa esta semana. Baseado numa história verídica que abalou a América, The Post é o mais recente filme de Steven Spielberg, e é a estreia que o Espalha-Factos destaca esta semana.

Meryl Streep é Katharine Graham, a primeira mulher à frente do The Washington Post. No ano de 1971, pondera o seu legado junto do editor Ben Bradlee, interpretado por Tom Hanks. Em causa estão os chamados Pentagon Papers e uma corrida com o The New York Times para expor segredos de Estado que atravessaram três décadas e quatro presidências. A batalha que Grahame e Bradlee travam revela-se decisiva: uma missão para dar a conhecer a verdade ao povo americano que vai exaltar a importância da liberdade de imprensa.

The Post marca a quinta colaboração entre Hanks e Spielberg, depois de O Resgate do Soldado Ryan (1998), Apanha-me se Puderes (2002), Terminal de Aeroporto (2004) e A Ponte dos Espiões (2015); já entre Streep e o realizador, apenas constava nos currículos um cameo da atriz em A.I.: Inteligência Artificial (2001).

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Fonte: Divulgação / NOS Audiovisuais

Conhecido pelas suas reconstituições históricas, é a primeira vez que Spielberg se foca na América da década de 70, altura em que começou a ganhar nome enquanto visionário. Quando o argumento inicial de Liz Hannah lhe veio parar às mãos, em outubro de 2016, o cineasta tinha acabado de rodar Ready Player One: Jogador 1 (a estrear em março deste ano). A humanidade da narrativa moveu-o, particularmente a personagem de Graham. Spielberg decidiu que tinha de realizar o filme.

Garantidos os protagonistas, The Post avançou a um ritmo rápido, tendo a produção levado apenas nove meses e contado com uma réplica em estúdio da redação do The Washington Post. O esforço hercúleo de concluir a obra a tempo da “awards season” e capitalizar a situação atualmente vivida na América revelou-se bem sucedido. Nas últimas semanas, o filme perdeu algum gás, isto após as seis nomeações nos Globos de Ouro. No entanto, The Post ainda demonstrou a sua força: foi nomeado aos dois Óscares a que mais se propunha, Melhor Filme e Melhor Atriz.

Streep consolida assim o seu estatuto como a maior atriz viva. Com 21 nomeações ao Óscar (de entre as quais três vitórias), acaba de bater o seu próprio recorde como intérprete mais nomeado da história dos prémios. Para Streep, o desafio de encarnar Graham não estava em aparentar-se com a personagem histórica, mas sim em “capturar algo da sua graça pessoal e da resolução que estava por trás da tomada de decisões“. O esforço da atriz até surpreendeu Spielberg: “não sei como ela o fez, e eu sou o realizador“.

Um novo marco na carreira dos três principais intervenientes, The Post está a partir de amanhã nas salas de cinema portuguesas.

https://www.youtube.com/watch?v=rpkK6WxMQbQ