Zara e Gucci são duas das marcas que vão fazer moda mais sustentável até 2020

As peças dos nossos avós duravam uma vida, mas as nossas estão no guarda-roupa por uma temporada. O consumo é desenfreado e isso tem um impacto muito grande no planeta, uma vez que a indústria da moda é uma das mais poluentes do mundo. Assim, 64 das empresas de topo na área definiram objetivos concretos para se tornarem mais “verdes” até 2020.

Em conjunto com a Global Fashion Agenda, marcas como Adidas, Asos e os grupos Inditex e Kearing procuram criar uma produção circular e mais sustentável. Cada uma das firmas desenvolveu metas individuais, com recomendações da GFA. A eliminação de materiais não-recicláveis, aposta em tecnologias voltadas para a reciclagem e reutilização de materiais são alguns desses objetivos.

Estas estratégias agora anunciadas pelas marcas são o resultado da Copenhagen Fashion Summit, realizada em maio de 2017. Neste evento sobre moda sustentável, as empresas comprometeram-se a mudar para um sistema de moda circular.

As estratégias desenvolvidas evidenciam quatro áreas: design circular, aumento do volume de peças colecionadas, incremento da revenda de peças usadas e aposta na produção de roupa feita através de fibras recicladas pós-consumo. O primeiro ponto foi o mais destacado, o que significa que os designers vão implementar estratégias que se centram na durabilidade, reparação e reciclagem.

De acordo com a Global Fashion Agenda, as empresas terão de apresentar os resultados dos seus progressos anualmente. Estes serão publicados pela GFA em maio.

 

Objetivos de algumas marcas

A Asos vai formar as suas equipas sobre princípios circulares e adaptar as suas embalagens a estes. A plataforma de roupa britânica vai ainda planear um esquema de lançamento de coleções e criar um programa de reciclagem de vestuário em Inglaterra e na Alemanha, os seus maiores mercados. Estes dois programas serão apoiados através das redes sociais.

Até 2020 a H&M vai desenvolver formações dedicadas a materiais sustentáveis e trabalhar com estes não só nos seus produtos comerciais, como não comerciais (nomeadamente o interior das suas lojas). A empresa sueca vai disponibilizar uma quantia para apoiar a pesquisa do Hong Kong Research Institute of Textiles and Apparel (HKRITA) sobre reciclagem química.

O grupo que detém a Zara, Stradivarius, Massimo Duty e Bershka, a Inditex, irá fazer colaborações com organizações locais de modo a conseguir re-distribuir e reciclar as suas peças. Além disto, vai investir em tecnologias que permitem a reciclagem de fibras pós-consumo.

A Kearing, que detém marcas como a Gucci, Saint Laurent, Balenciaga e Stella McCartney, comprometeu-se a treinar as suas equipas de produção e design para os “padrões Kearing” a nível de “matérias primas e processos de produção, que incluem critérios de circularidade”. O grupo de luxo vai também apostar em tecnologias de reciclagem de matérias primas pré e pós consumo.

Os objetivos de todas as marcas que aderiram a este compromisso podem ser consultadas no site da Global Fashion Agenda.

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