A multinacional sueca resolveu fechar temporariamente todas as lojas na África do Sul, após protestos resultantes da polémica em que a marca é acusada de racismo. A segurança dos funcionários e clientes esteve na base da decisão da H&M.

De acordo com o The New York Times, os manifestantes, que pertencerão ao segundo maior partido da oposição do país, Economic Freedom Fighters (EFF), entraram nas lojas de centros comerciais na Cidade do Cabo e em Pretória, e em várias áreas nas proximidades de Joanesburgo, incluindo Sandton, Midrand e Boksburg.

Vídeos e fotografias mostram expositores e manequins no chão, assim como roupa espalhada. As autoridades afirmam que, além disto, vários objetos foram roubados e outros vandalizados. Foi necessária intervenção policial, tendo sido disparadas várias balas de borracha. No entanto, a H&M assegurou que nenhum dos “funcionários ou consumidores ficou ferido”, de acordo com o jornal diário americano.

As redes sociais serviram como meio de apoio a estes atos. Houve também quem os condenasse, alegando que a destruição fora “contraproducente”.

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O líder do partido EFF, Julius Malema, disse num discurso que “não pedem desculpa pelo que os manifestantes fizeram” na H&M e que isto seria “apenas o início”. Segundo o ex-membro do Congresso Nacional Africano, “todas as lojas que enfraquecem a população negra” deverão “ser encerradas”.

Momentos mais tarde, a Hennes & Maurtiz (H&M) anunciou em comunicado que “por motivos de segurança” vão fechar “temporariamente todas as lojas da área”, o que resultará num total de 17 lojas encerradas na África do Sul. Acrescentou ainda que vão “monitorizar a situação de perto”. Segundo a multinacional, as lojas voltarão a abrir “assim que a situação se torne novamente segura”.

A imagem do modelo com a peça controversa já foi retirada do site da loja. De acordo com a H&M, a sweat estampada com o texto “coolest monkey in the jungle” também já não se encontra à venda.