Call Me By Your Name
Fonte: Divulgação

Chama-me pelo Teu Nome: uma homenagem ao amor

Na corrida ao Óscares deste ano, o Espalha-Factos destaca Chama-me pelo Teu Nome, que chega esta semana às salas de cinema portuguesas.

No verão de 1983, na mansão de família no Norte da Itália, Elio, um prodigioso rapaz de dezassete anos, passa o seu tempo a nadar, ler e tocar piano. A sua inocência é abalada pela chegada de Oliver, um aluno de doutoramento que vem passar o verão na mansão para assistir o pai do jovem. Juntos, Elio e Oliver vão descobrir a beleza intoxicante do desejo, num verão que mudará as suas vidas para sempre.

Baseado no romance de André Aciman, Chama-me pelo Teu Nome é o terceiro e último capítulo da trilogia temática de Luca Guadagnino, precedido por I Am Love (2009) e A Bigger Splash (2015). Nos papéis principais estão Armie Hammer (Animais Nocturnos) e Timothée Chalamet (Interstellar), com prestações que já conquistaram a crítica a nível mundial. Chalamet, em particular, arrecadou 43 nomeações, das quais venceu 21, e é um dos principais candidatos aos Óscares. Na revista Empire, o crítico Olly Richards defende que Chalamet “interpreta [Elio] enquanto uma pessoa-em-formação. Faz os outros parecer que estão a atuar. Ele sozinho faz valer a pena o filme.”

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Call Me By Your Name
Fonte: Divulgação/Big Picture Films

Uma celebração ao amor

Em entrevista à Gold Derby, Chalamet refere-se ao trabalho de Guadagnino como “o expressar sem limites de uma ideia.” No que toca a Chama-me pelo Teu Nome, o ator adiciona: “É uma pura celebração ao amor, em que há rapazes com rapazes e rapazes com raparigas e rapazes com pêssegos (…). É uma celebração sem uma gota de cinismo, e é encontrar nesse amor toda a felicidade, mas também tratando o sofrimento que o acompanha, em vez de o extinguir.”

Guadagnino, por sua vez, explica que Chama-me Pelo Teu Nome foi um processo transformativo. “Simplifiquei a minha abordagem. Confio mais no poder da linguagem cinemática sem decorações adicionais. Foi preciso entender que sou capaz de amar várias vezes, várias pessoas, mas também de ser fiel em todos os sentidos na minha vida amorosa. Também envelheci a fazer este filme.” O realizador diz ainda que já tem uma sequela debaixo de olho.

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