“Subversiva, agressiva, ciumenta e violenta”, foi assim que o encenador da peça, Luís Moreira, descreveu, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, a sua recente peça. Sonho de uma noite de verão, cujo texto original é de William Shakespeare, vai ficar no Teatro do Bairro, em Lisboa, até 28 de janeiro.

Para Luís Moreira, encenar esta peça é “um sonho” que data do período em que estudou em Inglaterra. “É uma peça muito festiva e muito onírica“, lê-se no mesmo comunicado.

Sonho de uma noite de verão é uma das obras de William Shakespeare mais representadas em todo mundo. Criar algo novo é um grande desafio, mas nem isso impediu Luís Moreira de arriscar. Foi por isso que o encenador pediu a todos os atores para “esquecerem tudo sobre o que conheciam desta peça”.

A par do texto original do poeta inglês, o figurino da peça transporta-nos para a mitologia. Mas, desta vez, a comédia foca-se no ciúme, inveja, vingança e na humanização das personagens.

Para além disso, Luís Moreira quer mostrar ao público que as obras de Shakespeare não se destinam apenas a “intelectuais.

Em cima do palco estão 14 atores: Alice Medeiros, Frederico Coutinho, Gonçalo Lello, João Silva, Jorge Costa, José Oliveira, Luís Barros, Luís Lobão, Luís Simões, Rita Loureiro, Rodrigo Cachucho, Sónia Lisboa, Teresa Tavares e Valter Teixeira.

Com tradução de Fernando Villas-Boas e figurinos de Maria Gonzaga, Sonho de uma noite de verão vai estar em cena até ao dia 28 de janeiro. De quarta-feira a sábado, a peça sobe ao palco às 21h30, e aos domingo, às 17h00.

Às quartas-feiras o bilhete custa 5 euros, de quinta-feira a domingo pode variar entre os 7,5  e os 15 euros.

Sonho de uma noite de verão

Sonho de uma Noite de Verão (em inglês, A Midsummer Night’s Dream) é uma peça da autoria de William Shakespeare.

 

Sonho de uma noite de verão

Foto: VisualHunt

Não se sabe ao certo a data em que a comédia foi escrita e apresentada ao público pela primeira vez, mas estima-se que terá sido entre 1594 e 1596. Segundo alguns autores, a peça foi escrita para o casamento de Sir Thomas Berkeley e Elizabeth Carey, em fevereiro de 1596.

Há quem diga também que o dramaturgo inglês escreveu a peça ao mesmo tempo que Romeu e Julieta.

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