Um cidadão norte-americano é acusado de ter desenvolvido um software malicioso apelidado de Fruitfly que, entre outras funcionalidades, acedia à webcam e ao microfone dos equipamentos infetados. Algumas das vítimas são escolas e instituições governamentais.

Phillip R. Durachinsky é o alegado autor deste malware. De acordo com a acusação que deu entrada no tribunal federal de Ohio, ele terá utilizado esta aplicação durante pelo menos 13 anos para espiar e roubar informação das vítimas.

As autoridades alegam que o Fruitfly utilizava a webcam e microfone dos equipamentos sempre que o alegado autor queria, gravava screenshots, registava as teclas pressionadas e ainda roubava registos médicos, detalhes de transações bancárias, fotos, histórico de navegação e logins.

Para além disso, em certas situações o malware alertava o autor quando era feita uma pesquisa online relacionada com pornografia.

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A descoberta da aplicação maliciosa foi feita em 2017 por Patrick Wardle, da Digita Security. O investigador afirma ter detetado o Fruitfly em mais de 400 computadores. Alguns destes equipamentos utilizam Windows, outros macOS e outros ainda Linux.

Depois de identificar o malware e fazer algumas análises iniciais à aplicação, Patrick colaborou com o FBI, numa investigação que durou um ano, para identificar o autor. Ainda não se sabe, no entanto, o método utilizado para infetar os equipamentos.

Durachinsky responde agora por 16 crimes, entre os quais roubo de identidade e produção de pornografia infantil.