A banda britânica To Kill A King vai lançar um novo álbum esta sexta-feira (12). The Spiritual Dark Age sucede a Cannibals With Cutlery (2013), a To Kill A King (2015) e a vários EP’s lançados desde 2011. Apesar dos vários anos de carreira e trabalhos desta banda, o mais provável é esta ser a primeira vez que ouves falar deles. Mesmo com trabalho na discografia, são contudo muito subvalorizados e pouco conhecidos em Portugal.

A banda começou em 2009, na altura com o nome Kid iD, quando Ralph Pelleymounter (vocalista e guitarrista), Ian Dudfield (guitarrista) e Josh Platman (baixista) ainda eram estudantes na Universidade de Leeds.

No final desse ano, Jonathan Willoughby (baterista) e Ben Jackson (teclista) juntaram-se ao alinhamento e banda adotou o nome que mantém até hoje. O alinhamento atual é composto por Pelleymounter, Jackson e as adições de James Ball (baixista), Josh Taffel (baterista) e Grant McNeill (guitarrista). Este três elementos juntaram-se após as saídas de Dudfield, Willoughby, Platman e Peter Hakola, que foi o primeiro baixista a substituir Platman depois deste ter saído do grupo.

A sonoridade da banda pode ser caracterizada como indie rock. Os ritmos da guitarra elétrica e do teclado são vibrantes, estando em sintonia com a bateria bem marcada. A usual utilização da guitarra acústica confere uma certa suavidade às músicas.

A voz de Pelleymounter é capaz de ser das mais interessantes que andam por aí, grave, rouca e calma, acompanhada por coros contrastantes. São muito usuais elementos meio orquestrais, como o recurso de instrumentos de cordas e de sopro em várias músicas.

Segundo Ben Jackson, numa entrevista ao site Big Issue North, o novo álbum vai ter um estilo um bocado diferente. “Este tem algumas seções de cordas e momentos delicados mas é no todo mais rock e mais pesado do que qualquer coisa que já tenhamos lançado.”

Para além dos dois álbuns já lançados, o grupo também tem três EP na sua discografia. My Croocked Saint, de 2011, e Word of Mouth, de 2012, antecederam o primeiro álbum. Exit, Pursued By a Bear, de 2014, foi lançado entre o primeiro e o segundo disco.

A banda tenta manter uma grande proximidade com os fãs. É normal fazerem diretos nas redes sociais com atuações no estúdio de músicas ou para fazerem Q&A. Também têm várias séries de vídeos de covers e versões acústicas.

A primeira (e mais longa) é a ‘Ralph’s Balcony’, filmada na varanda do vocalista onde há um convidado especial em cada dois vídeos. O primeiro é uma versão dos To Kill A King e o segundo um cover do artista convidado. A série mais recente é o ‘Ralph Gets High’, onde o vocalista faz uma versão acústica de temas do novo álbum em locais de altitude avantajada.

Para o desenvolvimento do terceiro álbum, a banda pediu ajuda aos fãs através do Patreon, para que álbum ficasse como realmente gostariam. O apoio monetário dava direito a conteúdo exclusivo e inédito da banda, como demos, covers e versões ao vivo, por exemplo.

A produção foi sempre retratada nas redes sociais, estando os seguidores da banda sempre a par das novidades e do estado em que se encontrava o trabalho. Em novembro do ano passado, o data de lançamento e o nome do trabalho foram anunciados.

Alguns elementos da banda têm também projetos musicais paralelos. O guitarrista original Ian Dudfield formou nova banda após deixar os To Kill A King. Chama-se CHILDCARE e Dudfield assume o papel de vocalista, sob o nome de Ed Cares. O baterista Jonathan Willoughby também fez parte desta banda, durante 2014 e 2015, mas acabou por abandonar o grupo.

Já o vocalista Ralph Pelleymounter está a desenvolver um projeto, Annie Oakley Hanging juntamente com Dan Smith, vocalista dos Bastille. Este trabalho teve o seu início quando os dois eram amigos na faculdade, existindo alguns demos na net desse tempo. Foi, todavia, deixado de parte durante vários anos. Um teaser foi posto no Instagram do projecto em outubro de 2016 e projectado na tour dos Bastille no final de 2016/início de 2017. Não se sabe quando será lançado algum trabalho deste projeto.

O lançamento do novo álbum dos To Kill A King vai ser acompanhado por uma digressão britânica e europeia. As datas fora do Reino Unido ainda não são conhecidas.