Oprah Winfrey deu esperança às mulheres com o seu discurso de aceitação do prémio Cecil B. DeMille, na noite deste domingo (7). Ao fazer referência ao movimento #Times Up, anunciou “um novo dia no horizonte”. Oprah é a primeira mulher negra a receber este prémio. O seu discurso agitou as emoções nos Globos de Ouro, com uma ovação em pé de quase todos os presentes.

A apresentadora, produtora e atriz recordou a ativista Recy Taylor, que em 1944 “foi raptada por seis homens brancos armados, violada e deixada vendada à beira da estrada quando voltava da igreja”. Foi uma mulher que procurou justiça, que não teve medo de partilhar a sua história: “Ela [Recy Taylor] viveu como todas temos vivido, demasiados anos numa cultura estilhaçada por homens brutalmente poderosos.

O tempo dos abusos dos homens poderosos sobre as mulheres acabou, segundo Oprah. “Durante demasiado tempo, as mulheres não foram ouvidas ou reconhecidas se se atrevessem a falar a sua verdade ao poder desses homens. Mas o seu tempo acabou.

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De #MeToo a #TimesUp

A atriz enfatizou a importância do debate e da partilha das experiências de cada mulher para pôr fim a estes abusos. Referiu também o papel que a imprensa teve na denúncia de casos de assédio sexual.

Eu quero dizer que valorizo a imprensa mais do que nunca”, disse, acrescentando: “Estou especialmente orgulhosa e inspirada por todas as mulheres que se sentiram fortes o suficiente e empoderadas o suficiente para falarem e partilharem as suas histórias pessoais. Cada uma de nós nesta sala é celebrada devido às histórias que conta, e este ano nós tornámo-nos na história”.

Esta mudança de papel deu voz a um movimento que dominou a noite dos Globos de Ouro. De #MeToo passou-se a #TimesUp. Após as denúncias, chega o fim de uma era de abuso e desrespeito.

Eu quero que todas as raparigas a ver aqui, agora, saibam que há um novo dia no horizonte! E quando esse dia finalmente amanhecer, será por causa de muitas mulheres magníficas, muitas das quais estão aqui nesta sala, e alguns homens fenomenais, a lutar fortemente para garantir que se tornam os líderes que nos levam ao tempo em que ninguém terá de dizer ‘Me too’ novamente.