Um dos maiores e mais conhecidos bailarinos e coreógrafos do século XX, Rudolf Nureyev, destacou-se por ter reformulado o papel da figura masculina na dança. Morreu no dia 6 de janeiro de 1993, há 25 anos.

Dançou nalguns dos palcos mais importantes do mundo ao lado de grandes bailarinas. Entre elas esteve Margot Fontayne (1919-1991), considerada uma das maiores bailarinas de todos os tempos, tendo sido até apontada pela Rainha Elizabeth II como Prima Ballerina Assoluta da Royal Ballet.

Nureyev

Foto: Flickr

Nureyev, em 1983, foi convidado para diretor do Ballet da Ópera de Paris, mas continuou a dançar.

Apresentou-se em Portugal, pela primeira vez, em junho de 1968, com Margot Fonteyn, para dançar Giselle, no Teatro São Carlos, em Lisboa. Regressou ao país em julho de 1991, para um espetáculo no Coliseu dos Recreios.

A figura masculina na dança

O bailarino ficou bastante conhecido por ter reformulado o papel da figura masculina na dança. Até aí, esta limitava-se a ser o suporte das bailarinas em palco. Nureyev destacou-se por ter criado para os homens o foco que estes ainda não tinham em palco.

Nureyev

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Rudolf Khametovich Nureyev

Nascido na União Soviética, a 17 de março de 1938, Nureyev vingou no ocidente, onde alcançou uma carreira promissora na dança. Faleceu em França, com 54 anos, vítima de sida.

Tornou-se uma estrela no mundo da dança e foi um dos mais celebrados bailarinos desde Vaslav Nijinsky (1889-1950), considerado um dos maiores da sua época.

A sua carreira começou com o Ballet Mariinsky, em São Petersburgo, passando também pela Royal Ballet, em Londres, e ainda por França, onde, de 1983 a 1989, atuou como diretor do Paris Opera Ballet.

Em 1961, o bailarino, durante uma digressão do Ballet Mariinsky em Paris conseguiu furar a barreira da segurança soviética no aeroporto e pediu asilo a França.

Em 1981, a sua deserção foi recriada no filme Les Uns et les Autres, de Claude Leluche, que termina numa sequência centrada no bailarino, que interpreta a sua própria coreografia do Bolero, de Ravel, num crescendo dramático que conjuga todas as histórias e personagens do filme.

Além do seu talento técnico, como bailarino, Rudolf Nureyev também se distinguiu como coreógrafo, produzindo as próprias interpretações de numerosas obras clássicas: O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, Giselle, a partir de Adolphe Adam, e La Bayadère, com música de Ludwig Minkus.

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