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LG e Samsung negam tornar os equipamentos mais lentos

Após o comunicado de imprensa da Apple a pedir desculpa pela falta de transparência para com os seus utilizadores, por nunca terem tido tornado claras as medidas que visavam preservar a bateria de iPhones antigos através de uma redução de performance, as tecnológicas LG e Samsung já fizeram saber que não interferem de forma alguma com a estabilidade e fluidez dos seus equipamentos.

As reações de ambas as empresas chegaram via email à Phone Arena que, devido à recente polémica com a multi-nacional de Cupertino, decidiu estender o debate e as perguntas a dois dos maiores fabricantes de telemóveis Android.

A LG afirmou nunca ter interferido com a performance dos seus equipamentos por prezar a opinião e a lealdade dos consumidores aos seus produtos. A Samsung foi ainda mais longe ao explicar que, por forma a garantir a eficiência da bateria dos seus equipamentos, utiliza um tipo de algoritmo complexo para garantir a sua preservação durante o tempo de vida do smartphone.

“A qualidade dos nossos produtos sempre foi a prioridade da Samsung enquanto marca. Como tal, não limitamos nem reduzimos a capacidade do processador dos equipamentos através de atualizações de software durante todo o tempo de vida útil do smartphone.”

As reações surgem um dia depois da HTC e da Motorola terem publicamente afirmado que, ao contrário da política da Apple, também eles se recusavam a limitar o poder de processamento dos seus equipamentos. Tudo isto parece demonstrar que as políticas da Apple parecem não refletir a norma entre os mais variados fabricantes de equipamentos móveis de alta tecnologia.

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Recordamos que tudo começou quando vários utilizadores de iPhone partilharam os valores dos testes que visavam fornecer uma visão geral do estado do equipamento, como a frequência do processador sob condições de alta exigência, e repararam que estes se encontravam aquém do desejável.

A Apple confirmou a suspeita. Através da introdução de uma nova funcionalidade no iOS a ideia passava por evitar encerramentos inesperados, causados por uma bateria sem grande parte da sua capacidade original, através da diminuição da potência do processador, resultando em equipamentos lentos e instáveis.

“No ano passado introduzimos uma funcionalidade para o iPhone 6, iPhone 6s e iPhone SE que tinha como objetivo combater os encerramentos inesperados. Esta funcionalidade no iOS está agora presente também no iPhone 7 a partir da versão 11.2 do sistema operativo.”

No rescaldo da polémica, a Apple pediu desculpa aos consumidores e anunciou duas novas medidas para 2018. A introdução de uma nova funcionalidade no iOS que permita aos utilizadores ver o estado da sua bateria para que possam fazer uma escolha informada relativamente à troca a mesma; e a alteração de preço na substituição de baterias em lojas Apple ou Centros de Assistência Técnicos Autorizados (há países, entre os quais se inclui Portugal, onde não existem lojas oficiais da marca).

A partir do final de janeiro e até dezembro de 2018 o preço de substituição de baterias passará dos atuais 79 para 29 dólares o que corresponde, em média, a 66 e 24 euros, respetivamente. Embora não existam para já mais informações, especula-se que, tal como outros programas de substituição de equipamentos Apple, também este chegue a Portugal.

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