Fonte: Heat The Street/Facebook

“Heat the Street”: a corda que aquece quem mais precisa

Este ano realiza-se no dia 22 de dezembro, entre as 17h00 e as 00h00, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, o projeto que se transformou num propósito de confiança e solidariedade. A iniciativa “Heat the Street”, criada para levar agasalho a quem mais precisa, já vai na sua terceira edição. 

Para perceber a origem da ideia, é preciso recuar mais de dois anos. Numa das ruas do Canadá, alguém pendurara um casaco num poste devidamente etiquetado “com uma frase a dizer que não, aquele casaco não estava perdido, estava ali apenas para alguém que precisasse de se agasalhar”, como conta Sílvia Lopes, a fundadora do “Heat the Street”, ao Espalha-Factos.

“Alguém tirou uma fotografia ao sucedido e escreveu um post que viralizou na internet. Uma amiga mandou-me e deu a ideia de organizarmos uma coisa do género, de sair à rua e pendurar casacos para quem precisasse”. Sílvia explica que foi precisamente neste acontecimento que se inspirou para o projeto que, a início, “era só para ser um evento que pudéssemos fazer livremente”.

Um bengaleiro de agasalhos gigante

A primeira edição, que se pensava ser apenas entre amigos, acabou por juntar muito mais pessoas do que o previsto, devido à divulgação da comunicação social, conta a organizadora.

“Saímos à rua e andámos a colocar casacos nos postes, nas árvores, nos bancos. O problema é que foi muito difícil dar resposta a todas as pessoas que se queriam juntar a nós, porque muitas não podiam estar no ponto de encontro aquela hora”.

O conceito, por via das circunstâncias, acabou por evoluir. “Pensámos que tínhamos de ter um ponto de encontro fixo. Então, no ano passado na Avenida da Liberdade, pendurámos uma corda com o apoio da Junta de Freguesia”. Sílvia Lopes não tem dúvida que a iniciativa funciona melhor desta forma.

“Para além de ser mais fácil para as pessoas que querem doar casacos e roupa quente, acaba também por ser mais fácil para aquelas que, eventualmente, necessitem deles”.

As ligações  à Comunidade Vida e Paz e Refood não são únicas. Foi também criada  uma parceria com a marca de chás Tetley e a 2east para aquecer a fria noite de inverno e dar apoio na distribuição de chá quente.

Os agasalhos que não forem retirados da corda, serão recolhidos pela Associação de Intervenção Comunitária Crescer. “Tudo o que forem sobras, a associação leva para as comunidades a quem dá apoio, que são requerentes de asilo e pessoas em situação de sem-abrigo”, aponta Sílvia Lopes.

Fonte: Heat The Street/Facebook

O conceito que sobrevive à base da confiança

É possível levar mais roupa para além de casacos, tanto que este ano foi feito o apelo nesse mesmo sentido. “Houve muitas pessoas a pedir calças o ano passado. Lembro-me perfeitamente de uma senhora magrinha e baixinha para a qual não conseguimos encontrar calças. De facto, pedimos roupa quente e as pessoas assumem, obviamente, casacos ou camisolas”, clarifica Sílvia Lopes.

“Dizíamos às pessoas para levaram mais do que aquilo que levavam, porque realmente não têm nada, mas contavam-nos que não tinham onde as guardar. Aconteceu uma série de situações que foram, no fundo, um abre olhos para a realidade”.

A ideia passa por não controlar e assumir um papel de confiança perante a iniciativa onde estão inseridos. “Não vou perguntar a ninguém se precisa. Queremos fazer uma ação de boa vontade e acreditar nas pessoas. Se alguém faz com má intenção, fica na consciência de cada um. Acreditamos que quem lá vai precisa”, conta a organizadora.

“Heat the Street” nasceu com Sílvia e Helena, cresceu com a ajuda de seus amigos e conta com o apoio de toda a gente para pendurar agasalho na corda mais quente de Lisboa.

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