“Diz-me a tua casa e dir-te-ei quem és” – faz sentido, dado que os alunos de Hogwarts andam segregados e em matilha, junto dos seus camaradas de equipa. A adaptação é legítima.

Retirando o facto dessa segregação tornar as pessoas (provavelmente) muito parecidas, a simplicidade do chapéu selecionador torna as coisas muito mais lineares para desenhar traços de personalidade básicos (que acabam por ser elementares na sobrevivência dos alunos).

O objectivo deste artigo não é desdenhar da astrologia. É, antes, demonstrar que a superficialidade das casas de Hogwarts proporciona um incrível (e ficcional, obviamente) esqueleto da forma como pensa, age e reage o nosso objeto de análise.

A título de experiência própria, posso assumir que dentro das casas existem muitos tipos de personalidade (podes testar aqui o teste das personalidades do Carl Jung para uma coisa mais científica, complicada e profunda), mas assumo que existem traços semelhantes que a literatura de J.K. Rowling nos ofereceu de bandeja. E não, nem todos os Slytherins são maus (eu não me considero especialmente abominável).

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As 5 razões:

Hogwarts

Foto: VisualHunt

1.  O sorteio baseia-se na personalidade (ou não)

O que significa que não vais partilhar (bruscamente falando) a personalidade de alguém que nasceu no mesmo dia que tu. O que é positivo, dado que os dados não parecem ser tão aleatórios.

As equipas de Hogwarts não ditam o que a tua personalidade devia ser, invés disso, pegam nos traços mais gerais para te encaixar.

Numa teoria, relevante e bem conseguida, admite-se que a divisão de casas em nada está relacionada com a personalidade mas sim com os quadros de valores e prioridades (caso contrário, não seria a Hermione ensacada em roupas azuis mal o chapéu lhe tocasse? E o Draco? Em criança, tem a astúcia de um furão). Isto também evita muitas discussões, dado que as afirmações generalistas das casas, acabam por ser da concordância geral dos seus membros. O que nos leva ao ponto seguinte:

2. Não é preciso saber datas de nascimento (nem horas) para ‘etiquetar’ ninguém

Isto é, sobretudo, positivo com personalidades fictícias das quais nunca saberemos tais dados, podendo até culminar numa boa forma de as catalogar como personagens-tipo. Seria muito difícil fazer um teste de personalidade ou o mapa astral do Jay Gatsby, da Cersei Lannister ou da Blair Waldorf mas temos a certeza de que são Slytherin até ao tutano e não precisamos de muito para aceitar que o Levin do Anna Karenina é um Hufflepuff e que a Julieta do Shakespeare é Gryffindor. Calma, Ravenclaw… não quero que digam que não foram representados… Edward Cullen.

3. Cada casa tem o seu exemplo a seguir

Sim, porque os Slytherin não são todos maus. O Regulus Black era Slytherin, o Snape, afinal, era incrível. Os Ravenclaw têm a Luna Lovegood (não se esqueçam disso). Os Hufflepuff têm a Tonks e o Cedric. Os Gryffindor têm basicamente o resto dos livros, mas há exemplos de cada casa.

Também as celebridades nos brindam com exemplos da sua posição hogwartsiana: Dwayne ‘The Rock’ Johnsonassumiu, para espanto geral, ser Hufflepuff. Rupert Grint (Ron Wesley), fez o quiz e também foi lá parar. Emilia Clarke, fez-nos saber que era Gryffindor “caso contrário pediria um duplo para várias cenas da série Game of ThronesLin-Manuel Miranda, disse aos seus fãs no Twitter que era Slytherin, escrevendo, “Slytherin, filho. Tu sabes porquê”. Darren Criss, co-autor e protagonista do A Very Potter Musical, disse em entrevista ser Ravenclaw, ressalvando que a sua personagem na série Glee seria Gryffindor.

4. É fácil saber tudo de cor

Os signos são doze. E, mesmo com tempo, alguns dos teus amigos, não se lembrarão deles, muito menos daquilo que eles representam em si e quais as nuances de personalidade que cada um tem e quem é Capricórnio ou Aquário.

Dado que as equipas de Hogwarts são apenas quatro, torna-se muito difícil alguém esquecer-se delas, mesmo que não se recorde das suas características mais rebuscadas.

5. É colorido

verde, há azul, há vermelho, há amarelo e uma delas será (de forma ditatorial, mas vamos aceitar que são cores bonitas e não vamos discriminar as cores) a tua cor! A cor com que te vais identificar a ti e aos teus comparsas.

Estas cores promovem um bom visual temático como afirmação de personalidade e, para as pessoas mais indecisas, oferecem respostas automáticas a perguntas frequentes e pouco concretas como: “qual é a tua cor favorita?”/“qual é o teu animal favorito?”.

Hogwarts

Foto: Pinterest

E aí fica, a resposta literária às estrelas. Para uma análise mais profunda ou para saberes qual é a tua casa de Hogwarts consulta o Pottermore. Por lá, podes ainda descobrir o teu patronus e o teu tipo de varinha.

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