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Fotografia: Raquel Santos Silva / Espalha-Factos

Trabalhadores da RTP voltam a progredir na carreira a partir de janeiro

Os trabalhadores do grupo RTP vão voltar a progredir na carreira depois de vários anos de congelamento. O presidente do Conselho de Administração, Gonçalo Reis, confirmou a informação à Agência Lusa.

De acordo com o gestor, a progressão será automática a partir de janeiro, depois de os sindicatos terem recusado a proposta de progressão faseada.

Propusemos há uma semana a aplicação das progressões de forma faseada entre 2018 e 2019, de acordo com os moldes da Função Pública, para minorar o impacto económico“, mas tal “tinha de ter o acordo com os sindicatos“, o que não aconteceu, acrescentou Gonçalo Reis.

Assim, os responsáveis pela gestão do grupo público, acabaram por retirar a proposta e comunicar “a todos” que será “aplicada a progressão automática a partir de janeiro“.

Gonçalo Reis, presidente do Conselho de Administração da RTP (Foto: RTP)

Esteve em causa ‘a paz social’

Os sindicatos salientam que o que acontece agora é o cumprimento pela administração do artigo 23.º do Orçamento do Estado para 2018, que prevê o descongelamento imediato das carreiras dos trabalhadores do Setor Empresarial do Estado, no entanto não deixam de criticar a forma como a gestão da empresa conduziu o processo.

O Sindicato dos Jornalistas refere, em comunicado enviado aos trabalhadores, que a proposta do Conselho de Administração “colocava em causa a paz social no serviço público de rádio e televisão, num ano em que a empresa está comprometida com eventos extraordinários“.

No mesmo documento, sublinham “a força e união dos sindicatos perante uma proposta que colocava em causa uma lei da República” e referem que fica uma”lição para o futuro na defesa pelos sindicatos, dos direitos que são devidos a quem trabalha“.

De acordo com uma notícia publicada esta quinta-feira (14) pelo Correio da Manhã, o descongelamento resultará numa despesa adicional de 2,3 milhões de euros para as contas de 2018. A integração dos trabalhadores precários e a reposição salarial deverá representar um aumento de 9,7 milhões de euros face aos valores pagos este ano, disparando os valores com pessoal para 83,6 milhões de euros anuais.

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