The Horrors atuaram no Hard Club, no passado sábado, e trouxeram na bagagem V, precisamente o quinto registo em estúdio do conjunto britânico de garage rock.

Depois de uma morna primeira parte a cargo dos argentinos Mueran Humanos, dupla composta por Carmen Burguess e Tomas Nochteff que entreteu meia casa com uma fusão entre as sonoridades eletrónica, punk e avant-garde, foi a vez de Faris Badwan, Tom Cowan, Joshua Hayward, Joseph Spurgeon e Rhys Webb subirem ao palco pontualmente, pelas 22h.

Sem proferirem uma única palavra e submergidos na escuridão, a viagem teve início com o tema Hologram, seguindo-se, de imediato, o single Machine, cujos pujantes riffs libertaram a plateia do acanhamento e arrancaram fortes aplausos.

Num alinhamento pouco extenso e diversificado, maioritariamente centrado no recente trabalho editado no dia 22 de setembro, houve oportunidade de relembrar o belo Primary Colours, primeiro com uma tímida Who Can Say, acolhida euforicamente pelos espetadores, e, numa fase posterior, com Mirror’s Image e Sea Within a Sea. Pelo meio, Faris dirigiu um esforçado “obrigado” ao público presente, na língua da Camões.

The Horrors  - Hard Club

Com luzes intermitentes, Weighed Down abriu caminho a Press Enter to Exit, instantes antes de uma deliciosa Endless Blue.

Já no último suspiro, a orelhuda Still Life, colocou um mar de gente a entoar o refrão e a aplaudir efusivamente o quinteto.

Regressando para um breve encore e deixando rasgados elogios aos convidados especiais do evento, Ghost e a dançante Something to Remember me By selaram um espetáculo que fez esquecer o frio que se fazia sentir na cidade portuense.

Fotografias de Beatriz Teixeira