vinhos premiados
fotografia cedida pela Zomato

Provar vinhos premiados: uma experiência Zomato no Aura Restaurante

Na semana passada, o Espalha-Factos visitou pela primeira vez o Aura Restaurante, no Terreiro do Paço, em Lisboa, a convite da Zomato. O pretexto: ter uma belíssima experiência gastronómica, claro, mas sobretudo provar uma seleção de vinhos premiados com o Grande Ouro na última edição do Concurso Mundial de Bruxelas (CMB). E, agora, partilhamos com os nossos leitores em jeito de recomendação.

“Na altura de escolher e comprar um vinho, uma medalha CMB, seja ela Grande Ouro, Ouro ou Prata, diz-nos que tem qualidade garantida”, assegura em comunicado Thomas Costenoble, diretor do CMB. E o Espalha-Factos não escolheu mas pôde provar dez vinhos portugueses, todos premiados com uma medalha Grande Ouro, que funciona como máximo selo de confiança. Esta experiência gastronómica bem diferente foi feita no Aura Restaurante, que também nos apresentou uma seleção de pratos — mas só depois de nos explicarem tudo sobre a competição.

Afinal, o que é o Concurso Mundial de Bruxelas?

Todos os anos, numa cidade diferente, são avaliados numa prova às cegas mais de 9000 vinhos. Este ano, o Concurso Mundial de Bruxelas ocorreu no mês de Maio, em Espanha. Esta competição, já considerada o «campeonato do mundo» da degustação de vinhos, junta durante três dias cerca de 300 sommeliers, compradores, importadores, jornalistas e críticos de vinho de muitos lugares do mundo.

vinhos
fotografia: Concurso Mundial de Bruxelas

Nestes últimos anos, as prémios CMB têm contribuído muito para a promoção dos vinhos portugueses dentro e fora do país. Mas sobretudo fora. Este ano, foram provados 9080 vinhos em toda a competição, 1068 eram portugueses. E apenas os melhores ganham medalhas: Portugal arrecadou mais de 360. “Um vinho premiado vê a suas vendas em retalho aumentarem 10 ou mesmo 20 vezes mais”, quem o garante são sobretudo compradores como Xavier Leclerc, do Auchan (França), um grupo de distribuição comercial que em Portugal existe sob o nome de Jumbo e Pão de Açúcar.

Os jurados são todos profissionais de renome e reconhecida competência, como Gonçalo Patraquim, sommelier do restaurante Alma, do chef Henrique Sá Pessoa. E que, na passada terça-feira, nos explicou que o CMB conta, desde 2004, com a colaboração de uma equipa de investigadores do Instituto de Estatística da Universidade Católica de Louvain (Bélgica) para o processamento e tratamento dos dados e também para o controlo do perfil de cada degustador. Para além disso, há ainda um controlo a posteriori das amostras premiadas: são feitas regularmente análises complementares aos vinhos que exibem o emblema do CMB.

Gonçalo Patraquim desvenda ainda como funcionam as provas. As degustações decorrem numa sala arejada, bem iluminada e tranquila onde a entrada é proibida a quem não está directamente envolvido com cada sessão. Assegura-se ao máximo que existem jurados de diferentes origens geográficas em cada painel, que sem ver as garrafas provam um máximo de 50 amostras por dia.

E que vinhos é que o Espalha-Factos provou?

Foram provados dez dos vinhos portugueses vencedores do prémio Grande Ouro. E o Espalha-Factos viu os rótulos: os brancos Morgado de Sta. Catherina (2015) e o Quinta Da Vassala Reserva Chardonnay (2016) e os tintos Paxis (2013), Quinta do Espírito Santo Reserva (2013), Quinta de Valle Longo Reserva (2014), Casa Ferreirinha Vinha Grande Red (2014), Herdade do Rocim Alicante Bouschet (2015), Al-Ria Reserva (2015) e Rebelde Red (2015). Agora, já sabemos a que sabem pelo menos dez dos 360 e tal premiados: sabem a qualidade — e quem o diz são também sommeliers (profissionais da arte que é provar vinho sem deixar entrar uma única gota de álcool no sangue), compradores e importadores, enólogos e produtores e jornalistas especializados em crítica de vinho.

A degustação dos vinhos portugueses — uns mais alcoólicos que outros, uns menos doces, outros mais ácidos — foi acompanhada por uma entrada de alheira ariana com ovo estrelado (com uma gema bem grande e laranja) e grelos, um primeiro prato de lombo de bacalhau assado com batata a murro e azeite de alho e um segundo prato de posta à mirandesa (com a característica tenrura e suculência da carne mirandesa). Para sobremesa, um pão-de-ló de Alfeizerão (tradicional de Alfeizerão, uma freguesia de Alcobaça) com mousse de queijo de serra (de sabor intenso) e compota de tomate.

A próxima edição do Concurso Mundial de Bruxelas irá decorrer na China, país que ocupa o segundo lugar no mundo, em termos de área de vinhas. A competição já está marcada para 10 e 13 de Maio 2018, no distrito de Haidian, em Pequim. Entretanto, da próxima vez que ficarmos responsáveis por comprar o vinho para o jantar, sabemos que o melhor é procurar três medalhas muito especiais…

Espreita a foto-reportagem do jantar, cedida pela Zomato:

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