Um grupo de 79 realizadores alemães reuniu-se para escrever uma carta que pede a melhoria do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) após o seu atual diretor Dieter Kosslick sair. A Berlinale é um dos festivais de cinema com maior reconhecimento internacional e Kosslick tem-se mantido como diretor desde 2001, sendo que o seu contrato irá expirar em 2019.

O grupo de realizadores que assinou a carta inclui nomes como Maren Ade (Toni Erdmann), Christian Petzold (Phoenix), Andreas Dresen (Als wir träumten), Volker Schlondorff (O Tambor) e Margarethe von Trotta (Hannah Arendt). No documento pedem que o fim da era de Kosslick marque a oportunidade de se “renovar e revitalizar” o Berlinale. No entanto, um nome que está em falta é o de Tom Tykwer (Corre, Lola, Corre e O Perfume – História de um Assassino (2006), um amigo de longa data e defensor de Kosslick.

Inicialmente, o Berlinale cresceu sob a liderança de Dieter Kosslick. No entanto, o Festival tem vindo mais recentemente a ser criticado devido a alguns sentirem que se estagnou em comparação com o Festival de Cannes e com o Festival Internacional de Veneza.

Na carta, os realizadores também pedem uma reorganização no comité de seleção. Pretendem que este passe a ter um número igual de homens e mulheres. Procuram que o próximo diretor do Festival seja “…uma personalidade notável…” com “…paixão pelo cinema, as melhores conexões pelo globo, e a habilidade de liderar o festival a um futuro em que este possa rivalizar com o de Cannes e Veneza“.

Acerca do assunto, Dieter Kosslick afirma compreender o ponto de vista dos realizadores e que, após sair, fará sugestões para a reestruturação do Festival. O seu sucessor ainda não foi revelado, mas é provável que tal só aconteça no próximo ano. A carta está disponibilizada na sua totalidade em Spiebel Online.