É já quinta-feira, dia 23 de novembro, que os Artistas Urbanos vêm da rua para a televisão. Com estreia agendada para as 22h45, a nova série do canal A&E pretende mostrar o trabalho de 21 mestres da arte urbana com backgrounds únicos que, todos os dias, dão uma nova vida à cidade. E não, não estamos a falar do clássico e provocador adbusting, de murais de arregalar os olhos nem tão pouco de autocolantes e stencils…este é outro tipo de “arte urbana”.

Para lá das ruas movimentadas, da grande afluência de pessoas, dos monumentos históricos, das ondas de turistas, da oferta de entretenimento, comércio, lazer, gastronomia e cultura, a agitação e o ritmo vibrante da vida urbana desde sempre atraiu olhares curiosos e serviu para inspirar artistas nos mais variados campos. Desde bairros boémios a mercados de rua, desde os museus às praças públicas, há sempre novos recantos por descobrir na cidade…e não apenas no que respeita a edifícios.

Quando pensamos no Montmartre  de Paris, na Piazza Navona de Roma ou – nem vamos mais longe – até mesmo na boa e velha Baixa Pombalina da nossa Lisboa “menina e moça”, não obstantes as diferenças entre três cenários que tanto têm de distintos como de distantes, há um elemento comum que salta à vista: os artistas de rua.

Montmartre

O bairro de Montmartre é conhecido por ser o centro por excelência da actividade de inúmeros artistas de rua.

Falamos de pintores, mágicos, músicos e acrobatas. Falamos de cantores, dançarinos, beatboxers e engolidores de espadas. Falamos dos que vão do circo para as ruas, do hip hop para as artes, do entretenimento para a cultura – os que, embora muitas vezes anónimos, embelezam a cidade e mais que isso: fazem já parte dela.

São precisamente estes os artistas que a nova produção A&E pretende mostrar: personalidades interessantes provenientes de cinco continentes, seis países e sete cidades diferentes que em cada episódio nos levam para o seu mundo ao mostrarem, a nu e cru, como é a vida de um artista de rua.

Dia 23 de novembro não teremos um, mas sim dois episódios para marcar a estreia de Artistas Urbanos na televisão.

No primeiro, somos transportados para a cidade de Los Angeles, onde nos convidam a conhecer Raymond e o seu grupo acrobático Calypso Tumblers, Ben e o seu estilo ímpar de guitarra e Diego, mestre do ilusionismo e da magia de proximidade.

Calypso Tumblers

Calypso Tumblers

No segundo, seguimos para Berlim, onde somos apresentados ao estilo peculiar de dance music de Dario, ao talento inusual de Kolja (que constrói a sua banda rock a partir do ferro-velho) e ao artista de circo ambulante Remi, que leva o seu número acrobático de varão chinês para as ruas.

Remi Martin

Remi Martin no varão chinês

Artistas Urbanos regressa na próxima quinta-feira, dia 30 de Novembro, novamente com um duplo episódio.

A primeira parte passar-se-á na icónica cidade de Nova Iorque, onde seremos levados para o coração do metropolitano. Aí, descobrimos muito mais do que velhas carruagens de metro: é debaixo da terra que encontramos o beatboxer Verbal Ase, que sonha um dia ascender na música; o grupo de hip hop W.A.F.F.L.E. Dance Crew, que reinventa o estilo nas próprias carruagens e o pintor David, que dá cor à música.

W.A.F.F.L.E. Dance Crew

W.A.F.F.L.E. Dance Crew

O outro episódio tem já por cenário a cidade de Melbourne, na Austrália, e foca-se no pioneiro da arte de engolir espadas Aerial Manx, na artista de hula hoop Coral Jade, que ambiciona ir para o estrangeiro, e no grupo This Side Up Acrobatics.

Aerial Manx

Aerial Manx

O conteúdo dos episódios que se seguirão permanece uma incógnita, mas é certo que Artistas Urbanos promete ainda muitas surpresas em campos artísticos que, de certa forma, não estamos tão habituados a ver focados na televisão. A inovação do programa prende-se precisamente com isso: Artistas Urbanos mostra-nos um outro tipo de arte que é frequentemente deixado para a periferia.