Aqui estamos nós! O derradeiro final da sétima temporada de American Horror Story encerra a história deste culto psicopata, após uma viagem cativante de mortes, traições e muitos comportamentos desviados. O último episódio, intitulado Great Again, estreou no canal FX no dia 14 de novembro. Em Portugal, a série é exibida na FOX.

Estamos em 2018 e Kai (Evan Peters) está preso num estabelecimento de máxima segurança. Até lá, ele tem o seu próprio grupo de fiéis seguidores, incluindo uma guarda prisional de nome Gloria (Liz Jenkins), que se deixou cair nos seus encantos. Contudo, há que regressar atrás no tempo para perceber como tudo aconteceu.

Onze meses antes, numa noite em que Kai lidera o seu culto de modo a assassinar cem mulheres grávidas, Ally (Sarah Paulson) decide finalmente convocar o FBI de modo a travar toda esta loucura. No meio de tiros e muita confusão, o líder vai preso e Beverly (Adina Porter) consegue ser ilibada.American Horror Story

Eis que a verdade vem ao de cima: em conversa com Beverly, Ally explica que, durante os seus tempos no manicómio, o FBI abordou-a com uma proposta: se ela conseguisse infiltrar o culto e expor os seus crimes, ganharia imunidade. Nas palavras de Beverly, “ela é de quem realmente deveríamos ter medo”.

O crescimento da personagem tem sido uma das melhores coisas alguma vez criadas na série e algo difícil de manobrar em apenas onze episódios. O poder do feminismo é a força subjacente desta sétima temporada, mostrando como o movimento, para bem ou para mal, também é um culto. E só uma atriz como Paulson para encarnar tamanha realidade.

Ally decide concorrer a senadora de Michigan, tendo Beverly como sua assistente. Na prisão, com o apoio da guarda prisional, Kai consegue escapar e o seu primeiro destino é, como seria de esperar, um debate político no qual Ally está presente. Está na hora da vingança – o tão esperado confronto entre duas grandes forças de AHS!

Kai invade o acontecimento de pistola em mão e está pronto a matar Ally e retomar a sua loucura. Mas o feitiço vira-se contra o feiticeiro: Ally havia recrutado Gloria bem antes e esta última esvaziou a arma do protagonista. Ally explica que “há algo pior que um homem humilhado – uma mulher mesquinha!”. Beverly entra em cena e acaba de uma vez por todas com Kai, com um tiro na cabeça.American Horror Story

Nunca uma morte havia sido tão satisfatória nesta temporada. Peters leva para casa todos os prémios pela sua prestação mas, no final do dia, a personagem de Kai tornou-se insuportável: um jovem mimado e psicopata que resolvia os seus problemas com assassínio. O seu desfecho foi mais que merecido.

Ally ganha as eleições, tornando-se Senadora do Estado de Michigan. Em casa, após despedir-se do seu filho à noite, prepara-se para um encontro com “um grupo de mulheres prontas para revolucionar o sistema”.

Numa época em que Hollywood é assaltado por histórias de assédio sexual, parece que os criadores da série previram o futuro e trouxeram à superfície o que o mundo realmente precisa: o verdadeiro poder do feminino. Pessoalmente, há muito tempo que eu não me apaixonava assim por uma temporada de AHS.

NOTA: 9/10