Ana Jotta, vencedora do Grande Prémio Fundação EDP Arte 2013, e José Carlos Teixeira estão entre os artistas que vão expor os seus trabalhos no MAAT, em Lisboa.

Pouco depois da inauguração da exposição Secrets to Tell, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, inaugura agora três novas exposições em simultâneo: On Exile, de José Carlos Teixeira, Bónus, de Ana Jotta, e Electronic Superhighway (1966-2016) – esta última organizada pela galeria londrina Whitechapel.

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Ana Jotta – vencedora do Prémio Fundação EDP Arte 2013 – leva Bónus ao MAAT, com dois conjuntos de trabalhos distintos e inéditos concebidos e produzidos para a exposição.

A exposição tem lugar num antigo espaço comercial na Rua do Embaixador (nº 30 B) – aproveitando a ocasião para alargar geograficamente a atividade do museu, para mais perto da comunidade.

Ana Jotta nasceu em 1946, em Lisboa, frequentou a Faculdade de Belas Artes e a École de Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbeye de la Cambre, em Bruxelas.

A sua obra está presente em várias coleções públicas e privadas, como a da Fundação EDP, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana, Fundação de Serralves e Fundación ARCO, em Espanha.

A exposição vai estar aberta até 5 de fevereiro e a curadoria está a cargo de Ana Anacleto.

 José Carlos Teixeira apresenta On Exile – um conjunto de vídeo ensaios que investigam o conceito de exílio a um nível físico, psicológico e sociológico, com uma reflexão sobre as doenças mentais e a condição de refugiado.

ON EXILE, fragments in search of meaning e ON EXILE, elsewhere within here são as obras centrais da exposição – entrevistas filmadas nos Estados Unidos, entre 2016 e 2017.

Com curadoria de João Pinharanda e Ana Anacleto, a exposição pode ser vista na Sala do Cinzeiro 8. O artista explora maioritariamente o vídeo, a instalação, e também o texto e a fotografia, através do recurso a estratégias performativas.

As obras de José Carlos Teixeira estão expostas até dia 5 de fevereiro.

Já Electronic Superhighway apresenta um conjunto de mais de 70 obras de vários artistas sobre o impacto da internet ao longo de cinco décadas – entre 1966 e 2016. Entre os grandes nomes da exposição estão Cory Arcangel, Roy Ascott, Jeremy Bailey, Judith Barry, James Bridle, Douglas Coupland, Lynn Hershman Leeson, Vera Molnar, Nam June Paik, Jon Rafman, Hito Steyerl ou Amalia Ulman.

Nesta exposição podemos ver desde multimédia, filmes, pinturas, esculturas, fotografia e desenho, produzida pela Galeria Whitechapel, de Londres, em 2016.

O título da exposição, “Electronic Superhighway”, tem origem num termo inventado em 1974 pelo artista sul-coreano pioneiro da videoarte, Nam June Paik. Ordenada por ordem cronológica invertida, a exposição começa com obras criadas na passagem do milénio. Termina com Experiências em Arte e Tecnologia – um evento que foi marcante em 1966.

Abarcando um período de 50 anos, de 2016 a 1966, são apresentados momentos-chave na história da arte e da Internet, à medida que a exposição viaja em direção ao passado.

A exposição vai estar no MAAT até dia 19 de março. A curadoria está a cargo de Omar Kholeif e Emily Butler. A entrada para todas as exposições tem o custo de 9 euros. Encerram ao público à terça feira.

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