Web Summit 2017: À boleia do futuro com a UberAir

O segundo dia de conversas da Web Summit 2017 começou com a Uber. Jeff Holden, CTO da empresa, abriu os horizontes do futuro não para carros voadores, mas sim para um meio de transporte ainda mais inovador.

Antes de surpreender da multidão que o esperava, Jeff Holden deixou uma promessa para o futuro: “Vamos descer tanto o preço da viagem que vai ser mais barato do que guiar o seu carro. Conduzir vai passar a ser um hobby.”.

Se estas afirmações fizeram levantar muitas sobrancelhas no Center Stage do Altice Arena, o que viria depois era inesperado. A audiência foi mais uma vez relembrada de que as estradas das grandes cidades de todo o mundo se encontram sobrelotadas. Filas intermináveis de trânsito, enormes libertações de gases poluidores para a atmosfera… um caos.

Até que os cérebros da Uber pensaram em como rentabilizar o espaço aéreo a seu favor. A primeira ideia foi do helicóptero, mas seria rapidamente posta de lado. O barulho, a poluição e pouca adequação ao ambiente citadino da viatura foram determinantes.  E eis que surgiu a ideia do veículo aéreo responsável pelo UberAir.

“Permite um voo limpo e seguro” para os quatro passageiros que consegue comportar, mais o condutor. Apresenta hélices propulsoras que permitem subir e descer, assim como mudar de função quando a viagem assim necessitar.

“Não construíamos algo assim se não fosse para todos”, afirmou Jeff sobre os custos da viagem do UberAir. Este tipo de meio de transporte, a tornar-se uma realidade, pode vir a ser uma verdadeira dor de cabeça e uma real concorrência para os voos aéreos domésticos.

A conversa foi fechada com chave de ouro: um anúncio de uma parceria com a NASA neste projeto e a promessa de que a UberAir estará nos céus de Los Angeles em 2020.

A Uber deixa na Web Summit a ideia de que o futuro é agora e que está mais perto de acontecer do que imaginávamos. Todos os avanços tecnológicos com que sonhávamos há 20 anos atrás estão a cliques de distância.

Mais Artigos
Cláudio Ramos Big Brother
Big Brother. Inscrições abertas para a edição que vai ser uma “Revolução”