Com apenas dois episódios até ao grande final de Cult, a sétima temporada de American Horror Story, é seguro dizer que esta é uma das instalações mais consistentes da série, com mortes inesperadas, reviravoltas de personalidade e um grande ambiente de guerra fria. O novo episódio, intitulado Drink the Kool-Aid, estreou no canal FX no dia 31 de outubro. Em Portugal, a série é exibida na FOX.

Após relatar histórias dos mais famosos cultos americanos aos seus seguidores, Kai (Evan Peters) anuncia a sua intenção de se candidatar a Senador em 2018. Peters leva o troféu para casa por interpretar os vários líderes dos cultos que relata, colecionando o maior número de personagens que qualquer ator alguma vez interpretou na série.

Do outro lado da cidade, Ally (Sarah Paulson) tenta perceber os motivos de Ivy (Alison Pill) para os acontecimentos. Segundo esta última, a pressão era muita e o ambiente em casa estava de cortar à faca, portanto foi mais fácil abandonar a mulher e deixar-se manipular por outra pessoa. Será que já ouviu falar de divórcio?American Horror Story

Antes que Ally possa ter um reencontro decente com o seu filho, o culto convoca os seus membros para uma cerimónia especial – incluindo Beverly (Adina Porter), que pelos vistos ainda está viva e decide aproveitar a ocasião para espancar Winter (Billie Lourd) por esta a ter incriminado no episódio anterior.

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À semelhança do famoso Heaven’s Gate, culto do século XX, Kai decide oferecer um copo com sumo e veneno a cada membro, com o risco de serem mortos a tiro. Segundo ele, tal ritual será uma ascensão ao poder divino. Claro que o sumo não estava envenenado – foi apenas mais um dos seus testes, que acabou por ser um momento extremamente tenso, com lágrimas e raiva por parte de vários participantes.American Horror Story

Kai decide levar o pequeno Oz (Cooper Dodson) a sua casa e fazê-lo acreditar de que ele é seu pai, dizendo que o seu esperma foi usado na clínica em que Ally engravidou há dez anos atrás. Ivy e Ally entram na casa, pelo caminho a última dá uma chapada a Winter (esta cansou-se de levar porrada no episódio) e percebem que a melhor maneira de proteger Oz é deixá-lo com Kai pelo menos durante uma noite, para não acontecer mais nenhuma desgraça.

Eis que chega o momento pelo qual muitos fãs ansiaram. Ally cozinha o jantar para Ivy, dizendo-lhe que, durante os três meses em que esteve internada, apenas conseguiu ultrapassar os seus medos graças a um motivo: vingança. O jantar está envenenado e Ally assiste serenamente à morte lenta da sua esposa.American Horror Story

Já não era sem tempo! Ivy abandonou a esposa, deixou-a no hospício, tentou afastar o filho dela e participou numa série de homicídios que a traumatizaram. Claro que mais um homicídio nunca é solução, mas foi maravilhoso ver Ally a bater finalmente o pé por si própria, sempre com uma atuação irrepreensível por parte de Paulson.

Na clínica, Ally descobre que Kai mentiu. Contudo, ela decide manipular os papéis, de modo a fazê-lo acreditar que ele é realmente o pai de Oz. Só assim ele terá uma preocupação genuína pela criança e a manterá segura. O amor de mãe por parte de Ally é evidente e ela irá ultrapassar todas as barreiras para proteger o filho.

Kai é psicopata, o que o torna imprevisível. Contudo, Ally tornou-se também numa perita em manipulação. À medida que os “pesos mortos” vão sendo eliminados, resta saber qual deles sairá vencedor desta luta e, consequentemente, o que acontecerá ao culto. Já não estava assim tão ansioso por um final de A.H.S. há largas temporadas.

NOTA: 9/10