Após o lançamento de Weezer (White Album) no ano passado, a banda Weezer revelou, na passada quinta-feira, Pacific Daydream.

Segundo o vocalista Rivers Cuomo, o décimo primeiro álbum da banda inspirou-se num famoso provérbio chinês:

“Uma vez, eu, Chuang Tzu, sonhei que era uma borboleta, voando de um lado para o outroEstava consciente apenas da minha felicidade como borboleta, inconsciente que era TzuCedo acordei, e ali estava eu, verdadeiramente eu outra vezAgora não sei se era um homem a sonhar que era uma borboleta, ou se sou agora uma borboleta a sonhar que sou um homem”.

Podemos ver de que maneira este poema o influenciou através de uma declaração de imprensa:

“Um disco que navega a incerteza entre a realidade e os sonhos, embaciando a linha entre a consciência do ouvinte se está a sonhar acordado (daydreaming) o mundo do álbum, ou se o mundo do álbum está a ter um sonho acordado acerca dele”.

O que esperar de Pacific Daydream

A nova obra discográfica chega para celebrar os 25 anos da banda norte-americana. Com tantos anos de carreira, os Weezer já foram alvos de muitas críticas por parte dos fãs, pelo seu constante desvio do rock alternativo original. Foi o caso de Pacific Daydream e a sua vocação pop.

Para abrir o álbum, está Mexican Fender. Esta é um excelente exemplo da variabilidade do grupo, sendo uma mistura de um punk pop dos anos 90 e um pop moderno.

Logo a seguir, entra Beach Boys que, juntamente com Feels Like Summer, tornam-se o auge do disco. O conjunto natural da Califórnia é já conhecido por fabricar canções contagiosas. Quem não se lembra de Island in The Sun, Beverly Hills ou Memories? Estas duas novidades acabam de se juntar à sua lista intemporal de melhores músicas.

À medida que o sonho continua, melhora ainda mais. Chegando à apaixonante Weekend Womanpassamos para a segunda metade de Pacific Daydream. Esta canção também merece o seu próprio pedestal, tanto pela sua letra, como pelo seu maravilhoso, e ligeiramente natalício, refrão. Seguem-se Qb Bitz e Sweet Mary, que têm o papel de trazer melancolia para a parte final do álbum, restando apenas três canções.

Get Right, La Mancha Screwjob e Any Friend of Diane’s fecham a nova obra de Weezer. Comparadas com as anteriores, são um pouco mais fracas, mas continuam a seguir o estilo que o disco tenta transmitir.

Muito resumidamente, Pacific Daydream certamente não vai agradar todos os que são fãs da face rock dos Weezer. Contudo, continua a ser um álbum bem produzido e sem dúvida que tem várias melodias que vão viciar os ouvidos dos que dedicarem um pouco do seu tempo ao disco.