Após um episódio dedicado inteiramente ao feminismo, eis que é a vez de outra mulher ganhar destaque no novo episódio de American Horror Story. Intitulada Winter of our Discontent, a nova hora estreou no canal FX no dia 24 de outubro e focou-se na relação atribulada entre Winter (Billie Lourd) e o seu irmão.

A protagonista regressa a 2015 para relembrar a época em que ela e Kai (Evan Peters), ainda inocentes, viajam pela deep web, até receberem um convite para uma casa assombrada promovida pelo dito “Padre Charles” (Rick Springfield).

Eis que a dita atração é, na verdade, um verdadeiro pesadelo. O padre é um fanático religioso que raptou pessoas e as torturou por motivos que considera pecado: consumo de drogas, homossexualidade, entre outros. Kai e Winter conseguem salvar os inocentes e matar o padre numa das suas armadilhas, em jeito de vingança.American Horror Story

Após lidar com assuntos que assaltam atualmente os Estados Unidos, tais como política, tiroteios e racismo, já estava na hora de esta temporada jogar com a temática da religião, sempre com o seu típico toque de terror. E eis que veio mesmo a calhar, pois a dita casa assombrada seria perfeita para o Halloween que se aproxima – tirando a parte de envolver sangue e cadáveres verdadeiros.

Vincent (Cheyenne Jackson) confessa a Ally (Sarah Paulson) a sua ligação a Kai, desculpando-se e dizendo que está disposto a ajudá-la, nem que isso signifique destronar o irmão. Ally, por seu turno, faz o que qualquer mãe faria. Colocando o seu filho em primeiro lugar, Ally convoca Kai e conta-lhe que Vincent está a conspirar contra ele – informação dada em troca da segurança da criança. Como o próprio Kai nota, Ally está diferente: mais destemida e desprovida de medos. E ainda bem, porque já ninguém aguentava tantos gritos e choros.

Kai reúne-se com Winter e diz que está na altura de o seu legado ser levado ao próximo nível: ele propõe que os irmãos criem um messias. Contudo, como ele não quer corromper a irmã, decide convocar o detetive Samuels (Colton Haynes), de modo a que ele penetre Winter e o próprio Kai o penetre a ele. Segundo a sua lógica, tal será uma “cerimónia sagrada”.American Horror Story

Não seria uma temporada de AHS se não houvesse alguma espécie de orgia, mas esta até teve direito a incesto, causando a sensação nas redes sociais nos últimos dias. Contudo, e felizmente, Winter diz sentir-se violada e acaba por não terminar a “cerimónia” – para descanso de uns e desgosto de outros.

Aproveitando a onda, Samuels revela a sua história – até porque já vamos no oitavo episódio e ele ainda não tinha aberto a boca. O detetive apanhou Kai num negócio de drogas e decidiu chantageá-lo, até que o líder o apresentou ao maravilhoso mundo do sexo gay e o convenceu a juntar-se ao culto.

Samuels, contudo, não aceita a sua própria orientação sexual. Frustrado, tenta violar Winter, mas ela já não se deixa enganar e acaba por lhe dar um tiro na cabeça. Número de mortos: 1. Com medo de ser descoberta pelo culto, Winter acaba por contar uma história alternativa e atribuir as culpas a Beverly (Adina Porter).American Horror Story

Eis então que Kai convoca os dois traidores: Vincent, que tenta usar o pretexto do amor de irmão mas não consegue – o líder mata-o à facada. Número de mortos: 2. Por outro lado, Beverly mantém a sua personalidade fria, dizendo a Kai que ele é louco e perdeu toda a noção da realidade. A jornalista acaba por ser enviada para a “câmara de isolamento”, onde um destino pior que a morte a aguarda. Número de mortos: 3?

À medida que o episódio termina, os restantes membros do culto retiram as suas máscaras, incluindo um novo: Ally! Está na altura de a personagem que foi atormentada e torturada desde início ter uma vingança e é quase óbvio que, durante os três episódios que restam, Ally se vai infiltrar a fundo para destruir o culto com as suas próprias mãos. Bravo!

NOTA: 8/10