O Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa, conta com o regresso do Voz Alta – Festival de Leituras, durante os dias 19, 20 e 21 de outubro, no qual os participantes são desafiados a a reinterpretarem “palavras de há 500 anos”.

Os espectadores e intervenientes podem descobrir “palavras de há 500 anos que nos podem servir hoje (assim como) palavras de hoje que nos podem servir daqui a 500 anos“, através de textos icónicos de peças de teatro e do cinema português, com destaque para a leitura encenada de Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.

Esta emblemática peça, coordenada por Nuno Nunes, conta em palco com uma equipa bastante conhecida e eclética com personalidades como a atriz Ana Bola, o jornalista Carlos Vaz Marques, o poeta José Tolentino Mendonça e a deputada Mariana Mortágua. São estas as personalidades que prometem fazer a ponte entre o Portugal do texto de Almeida Garret e o Portugal atual. A atuação vai ter lugar às 21h do dia 21.

É importante também salientar O ato da primavera a cabo da dramaturga e coreógrafa Lígia Soares. Neste comentário e reflexão sobre a obra de Manoel de Oliveira, são os espectadores a interpretar a peça através de um interface cénico entre telepontos e microfones que permite a interpretação da peça de uma forma direta, mesmo sem ensaios ou conhecimento prévio do texto.

Leitura de textos de teatro

Vai-se igualmente proceder à leitura de textos desenvolvidos no âmbito do Laboratório de Escrita para Teatro de 2016/2017, numa amálgama de trabalhos orientados por Rui Pina Coelho, autor e crítico de teatro, além de professor na ESCTEscola Superior de Teatro e Cinema.

São quatro os projetos originais que vão ser apresentados nos dias 19 e 20: Os Ratos, de Isabel Milhanas Machado, Mãos ao alto: Ensaios para entrar no Paraíso, da autoria de Cecília Ferreira, Os lugares de onde vemos sentados, de Fernando Giestas e Treva ou os Princípios da Higiene Funcional, de Sabrina D. Marques.

Com as personagens idealizadas dos autores a serem interpretadas por atores do Teatro Nacional D. Maria II e por atores em formação e estágio na ESCT, vão ser estes os projetos que assinalam a abertura desta segunda edição dos festival, tendo cada encenação o custo de dois euros.

Lê também: A Goody lança nova série Marvel