Al Berto, filme sobre o poeta de Sines, estreou no passado dia 5 de outubro. Na tarde da ante-estreia, o Espalha-Factos esteve à conversa com o jovem elenco, onde figuram Ricardo Teixeira, José Pimentão, Raquel Rocha Vieira, Gabriela Barros, Ana Vilela da Costa e Joana Almeida, e com o realizador, Vicente Alves do Ó.

O sentimento de “tribo” e de descontração sente-se na conversa com os atores, demonstrando uma cumplicidade de quem viveu profundamente este projeto. O realizador, tal como o poeta, não teve medo de dar a conhecer as suas opiniões sobre a atualidade social portuguesa, os seus futuros projetos e o passado sobre o qual quis (e quer) incidir uma luz bem solar.

As entrevistas foram realizadas em separado, mas encontram-se juntas para proporcionar um maior encadeamento de ideias.

Espalha-Factos: No filme anterior desta trilogia de poetas portugueses, Florbela, sentia-se uma certa beleza onírica na fotografia. No Al Berto esse onirismo também surge, mas parece advir de um lugar mais natural.

Vicente Alves do Ó: E lá para o fim começa a ficar mais fria. A história vai esfriando. A história não se passa em apenas um ano, mas a nível de construção imagética temos Primavera, Verão, Outono e acaba no Inverno. Por tanto a luz também foi tendo essas alterações que têm a ver com as mutações do filme. Eu gosto de experimentar. Foi um diretor de fotografia diferente (Rui Poças), uma forma de trabalhar diferente…

Eu sabia aquilo que não queria: criar uma coisa retro 70’s, cores saturadas, tornar o guarda-roupa muito caricatural. Foi tudo feito como muito cuidado para não entrar na palhaçada. Tivemos muitas peças originais, mas com o cuidado de não termos aquela exclusão de quando, normalmente, se faz 70’s. Até porque seria irreal em relação ao que se vivia em Sines naquela altura.

 

EF: De que forma a poesia de ambos influenciou a fotografia?

V: A luz de ambos é muito diferente. A Florbela é de Vila Viçosa, daí o dourado, o campo. Ela fala tanto disso na sua poesia que eu senti que tinha de estar presente esse meio dourado, meio branco: a luz a pique do Verão alentejano.

O Al Berto é diferente porque estamos perto do mar e é uma época diferente. Os 70’s são uma época muito mais dura e eu queria que na luz do Al Berto tu já sentisses um bocadinho do que vem a seguir. Especialmente na parte final do filme. Os leitores do Alberto conhecem o Alberto lunar. Tu sentes mais isso no fim do filme. As noites no fim do filme são muito mais duras. Ajudam a contar a história deste homem que volta a Portugal na primavera do 25 de abril, que se desilude e entra na noite. É o homem solar que se vai perdendo na noite. As pessoas têm uma imagem do Alberto criada através da sua poesia. Isto é quase como se fosse uma prequela como no Star Wars. De onde veio o Darth Vader? Neste caso é de onde veio o Alberto que todos conhecem. Eu queria mostrar o outro lado.

“Este Verão foi não só de incêndios, mas foi muito quente. Parece que se destapou um bocadinho do politicamente correto (…)”

EF: Sendo assim exploras estes temas de três perspetivas: a tua, a da personagem e a do público.

V: Sim, porque são coisas que nos definem como sociedade e acho que continuam, infelizmente. Eu acho que este Verão foi tudo menos silly. Costuma-se dizer que o Verão é a silly season, mas depois daquilo que eu ouvi que o candidato do PSD disse sobre os ciganos em Loures, depois do que eu ouvi o Gentil Martins dizer no Expresso sobre tratar a homossexualidade como uma doença ou uma anomalia. Depois do que eu ouvi das cargas policiais nos bairros contra os pretos. Depois daquilo que eu vi que aconteceu à capa da revista da Cristina, onde ela colocou dois homens que eu conheço a beijar-se, de eu entrar numa tabacaria e (a revista) estar escondida atrás de outras revistas…

Este Verão foi não só de incêndios, mas foi muito quente. Parece que se destapou um bocadinho do politicamente correto e acho que está muito na baila falar sobre isso. Temos o caso da Maria Vieira: até que ponto aquilo é opinião e até que ponto é que aquilo deve ser julgado ou não, ou aceite como liberdade de expressão? Acho que é importante falarmos nisto, porque andámos numa fase do politicamente incorreto que é muito hipócrita. E, portanto, a minha contribuição pessoal e a contribuição do Alberto é colocar estes assuntos todos no cinema. E estou a falar especificamente no cinema português porque ele o trata pouco.

Quando se colocam estes assuntos na ordem do dia, tem-se tendência a fechá-los em guetos: por norma é o bairro social. O cinema português adora ir para o bairro social. Estas personagens são filhos da classe média e da classe média alta de Sines que entram em choque com as pessoas da vila, do Partido Comunista que lutou pela liberdade. O líder do Partido Comunista era meu pai. Um dos protagonistas era filho do líder do partido comunista em Sines que começou a namorar com um gajo da família mais rica de Sines, da alta burguesia. Portanto é muito diferente: tiras a história do gueto.

Quando se trata da homossexualidade no cinema… tirá-la do vão de escadas, da discoteca, da noite, da degradação, da promiscuidade, das drogas. Há sempre alguém a apanhar uma facada ou SIDA. Eu ponho estas questões noutro universo, que eu acho que mexe muito mais com o espectador médio que vai ao cinema. E isso torna-se mais desconfortável…

EF: Porque o público sente-se na pele de quem está a ver.

V: Não são as pessoas desses bairros que vão ao cinema. O espectador médio nunca se identifica com as histórias que está a ver. Esse cinema é importante para falar dos invisíveis, trazê-los para a luz. Mas eu acho mais perturbador quando estas histórias se passam em universos que podem ser o delas. E o filme toca em coisas polémicas.

O Partido Comunista lutou tanto pelo 25 de abril e pela liberdade em Portugal, mas com a homossexualidade e essas coisas todas sempre teve uma relação muito difícil. E naquela altura estavam lá com aquelas tochas e não precisei de inventar nada. Não há nada inventado naquele filme, nem sequer o cavalo. O único problema que tive foi escolher que material é que eu colocava no ecrã, porque eu tinha tantas histórias, tantas peripécias…

A Pandora (produtora) dizia “O filme não pode ter mais de duas horas Vicente!” e eu levava as mãos à cabeça… Acredita: acontecia 30 por uma linha com aquela gente. E toco ali em coisas que são difíceis, eu sei que são difíceis e vou levar na cabeça. Vou levar de uma forma muito dissimulada. Tenho lá muita crítica que é de esquerda, vamos dizer assim. E que não se vai sentir confortável porque vai perceber o ataque. Que não é um ataque, é uma constatação, aquilo hoje em dia já é história.

Foi assim, toda a gente em Sines sabe que foi assim. E os próprios estavam a assistir lá em setembro quando eu fiz a antestreia em Sines. Porque eu pus-me na boca do lobo e fui estrear o filme a Sines. E todas aquelas pessoas que disseram mal da casa, que os atacaram de certa forma, estavam lá a assistir ao filme.

“E eu acho que Alberto foi a pessoa mais livre que eu conheci na vida. E é interessante porque eu nunca o vi com medo de nada… E a grande obra da vida dele é o Medo.”

EF: E aplaudiram no final?

V: Claro. Um deles levantou-se, bateu palmas e foi-se embora, calado. Mas percebeu perfeitamente do que é que eu estava a falar. Essas pessoas simbolizam quem diz que aceita tudo e depois não aceita nada. Portanto eu acho que o filme Al Berto faz ainda muito sentido.

E eu acho que Alberto foi a pessoa mais livre que eu conheci na vida. E é interessante porque eu nunca o vi com medo de nada… E a grande obra da vida dele é o Medo. E isso eu herdei dele. Não tenho medo de fazer um filme, de dizer estas coisas, de me pôr na boca do lobo para levar na cara. Fazer as coisas como eu quero fazer, não como os outros estão à espera que eu faça. Fazer à minha maneira.

Alberto tinha essa capacidade incrível de ser livre. Ele tocou aquele grupo todo e a verdade é que quando aquela relação acaba e ele se foi embora aquilo fez (barulho de pavio a morrer). Ele era muito importante para a história como o arauto das expectativas daqueles jovens que hoje têm 70 anos e que falam daquilo como o momento mais importante da vida deles. Aconteceu e depois desfez-se. Quando eram jovens tinham tempo para fazer tudo e não fizeram nada.

“Não queria ter vedetas a fazer os papéis. As pessoas como não tinham relação com as personagens mais facilmente se colavam ao ator do que à personagem, portanto foi uma decisão inicial a de que não queria vedetas neste filme.”

EF: Nesse caso foi uma escolha premeditada selecionares atores que não são tão conhecidos do público, para corroborar a tal situação de fazer o publico médio sentir-se mais desconfortável?

V: Completamente. Não queria ter vedetas a fazer os papéis. As pessoas como não tinham relação com as personagens mais facilmente se colavam ao ator do que à personagem, portanto foi uma decisão inicial a de que não queria vedetas neste filme. Vou tê-las no que eu chamo “o grupo dos adultos”.

Miguel Seabra, Rita Loureiro, a Manuela Couto… Mas no grupo inicial não queria gente muito conhecida. Para mim era fundamental, porque se é um filme sobre uma nova geração, a geração do 25 de abril, então eu também devia apresentar uma nova geração de atores. E escolhi-os a dedo, tive que andar à procura deles. E muitos deles foram descobertos por acaso!

A Raquel Rocha Vieira descobri porque fui ver a peça de um amigo meu. E eu vi a peça e fiquei a pensar “mas quem é esta miúda?”. O Ricardo vi-o no ginásio! Eu andava maluco à procura de alguém com a fisicalidade do Alberto e de repente vejo o Ricardo a passar: “Aquilo é o Alberto! O que é que eu faço à minha vida?”. Mas tinha de ouvir a voz dele… Falei com ele, sem lhe dizer para o que era e depois ele foi fazer um casting. Os outros vi no teatro, o José Pimentão foi meu aluno na ACT. A Joana conheci-a a fazer teatro musical, cada um num sitio diferente. A Gabriela Barros é talvez a mais conhecida de todos, vi-a no teatro no Porto e eu não sabia quem era. Olhando para as fotografias dos originais tentei encontrar pessoas, não propriamente iguais, mas que tivessem qualquer coisa, um laivo qualquer do original era importante. E depois é muito giro pô-los em confronto, porque muitos deles foram conhecer o original em Sines e foram bombardeados com ainda mais histórias.

 

EF: E como foi para vocês conhecer as personagens reais que estavam a desempenhar?

Gabriela Barros: Estivemos num café juntos lá em cima. Foi inspirador até certo ponto, porque depois também tens a responsabilidade de “esta pessoa está viva ainda, há comparação imediata”. Não se trata de ter um trabalho mais difícil que os meus colegas. É apenas assustador ter de a imaginar à não sei quantos anos atrás, como seria. Obviamente já não é a mesma pessoa que está ali à minha frente. Deu para absorver umas coisinhas aqui e ali e inspirei-me.

Joana Almeida: Foi muito especial. É uma responsabilidade acrescida. Embora não seja um retrato exatamente igual a esta pessoa, é sim a pessoa aos olhos do Vicente. Agora vai haver a estreia, sei que ela vai ver e tem comunicado comigo que está muito ansiosa para ver o resultado final.

EF: E estiveram também num retiro de preparação. Podem levantar o véu do que lá aconteceu?

JA: Durante os primeiros dias não fizemos nada senão habituar-mo-nos a estar juntos.

Raquel Rocha Vieira: A conhecer-mo-nos.

JA: Sem horários. Visitámos alguns dos locais onde o filme ia ser rodado e tivemos algum contacto com as personagens reais, objetos e material com o qual o Vicente trabalhou para escrever o guião. Depois só a meio da semana é que lemos o guião, ao fim de 4 ou 5 dias de vivermos juntos.

Ricardo Teixeira: Foi daí que vieram as improvisações, as várias leituras. O Vicente foi-nos dando inputs de “Não, ele ou ela não diria isso. Não é tanto por aí. A Sara não aceitaria isso dessa forma.”. Por isso serviu não só para nos conhecermos, uma vez que o filme é muito grupal, são pessoas que se dão muito bem, que se amam loucamente e que vivem em comunidade. Foi uma ideia muito inteligente do Vicente criar estas relações na realidade. Foi um processo de afetos, de laços, de amor. Criámos todos afetos uns pelos outros e isso está no próprio filme.

JA: É engraçado porque uns dão-se melhor que outros e nas improvisações as relações eram criadas de forma muito pouco consciente. As personagens que no filme teriam de se dar melhor eram mesmo as pessoas que se aproximavam.

EF: Vicente, senti que havia ali muito espaço para desenvolvimento de personagens secundárias. Há material para se fazer uma espécie de série como se fez com a Florbela?

V: Haver havia, mas tinha de se voltar a gravar. Eles eram muitos e eu estava muito focado em AlbertoJoão Maria e AlbertoSines, Alberto-grupo. Cada um dos elementos tinha a sua pequena história, mas não podia desenvolver muito mais, porque senão era impossível. Se fosse só um grupo de quatro conseguias, mas estavam sempre a aparecer mais. No núcleo duro estavam oito. Não se consegue desenvolver oito personagens em 2 horas. Sendo um filme coral eles eram importantes: eram personagens de suporte àqueles dois.

Eu estive agora a filmar uma coisa com quatro atores que eu posso dizer que são os quatro protagonistas. Cada um deles está muito envolvido na história… Aqui não, aqui são dois e o resto toca e influencia quando é importante. O Alberto e eles de um lado e Sines do outro… Ou a casa de um lado e Sines do outro. Aquilo parecia um corpo só. Foi muito complicado de filmar, porque para onde ia um iam todos. A nível de découpage imagina a trabalheira que foi para tê-los sempre presentes para fazer coisas. É muito diferente de fazer o Florbela, em que ela estava muitas vezes sozinha. Aqui tens sempre seis, sete, oito… Ah! Agora temos só dois, ainda bem! Quando tens muitos, em termos de movimentação é complicado.

EF: Quanta liberdade vos foi dada enquanto atores?

RT: A mim, e acho que falo por todos, foi total.

JA: O grau de preparação que nós tivemos na residência colocou-nos num sitio em que é só chegar e fazer.

José Pimentão: Na residência e nos ensaios que tivemos cá ficámos com um entendimento muito claro do que nos era pedido. O Vicente antes de cada cena dava-nos um pequeno briefing só para relembrar a cena e deixava-nos fazer. Às vezes claro que havia ajustes, mas foi uma liberdade quase total.

EF: Há diferenças entre o Vicente encenador de teatro e o Vicente realizador de cinema?

JA: A grande virtude dele é ser um maestro de pessoas. Trabalha muito as emoções, as circunstâncias que o projeto tem, o contexto que o projeto tem. A direção dele enquanto realizador e encenador é próxima no sentido em que nos entrega as ferramentas todas e diz: isto é por aqui, e deixa-te experimentar. Nada castrador. Funcionou da mesma maneira.

EF: Vicente, falando agora do diálogo… No cinema português fico sempre com a sensação de um certo nível de teatralidade nas palavras, que no Al Berto também existe.

V: Tens duas cenas profundamente teatrais, mas são propositadas.

EF: A do início…

V: Exatamente, e quando a prostituta volta lá a casa. Mas ali é de propósito, eu até separo a cena do início do filme. Quase como uma espécie de introdução. Aquela personagem não se sabe como se chama, de onde vem… É o meu lado onírico a funcionar. Eu sou muito cioso do escrever diálogos. Gosto muito de o fazer e nestes filmes biográficos tento sempre escrevê-lo com mais cuidado na maneira como caso as palavras. Depois eu coloco-lhes sempre easter eggs. Um dia alguém, daqui a 50 anos, pega nos meus filmes, vai investigar e descobrir as referências que eu lá deixei, à história da personagem ou a um qualquer texto que ele escreveu.

“Daqui a bocado catalogam-me como o gajo das biografias e parece que não faço mais nada. Sei que ainda tenho algumas pessoas que quero visitar no cinema (…)”

EF: Regressando ao tema da trilogia. Com a Florbela foi a Dalila, com o Alberto foi o Ricardo… quem vai ser a Sophia?

V: Eu já não vou fazer sobre a Sophia (de Mello Breyner Andresen). Vou fazer sobre outra pessoa, mas ainda não posso dizer quem é, brevemente iremos anunciar. Vai haver uma nota de imprensa da Ukbar a dizer quem é o terceiro.

Quero fechar esta trilogia e quero fazer outras coisas. Quero explorar e fazer trabalhos ficcionais… Daqui a bocado catalogam-me como o gajo das biografias e parece que não faço mais nada. Sei que ainda tenho algumas pessoas que quero visitar no cinema, mas vou esperar ainda alguns anos, daqui a 10 anos faço outra trilogia de pessoas que admiro. Não têm que ser forçosamente poetas, gostava de ir para outras áreas.

Por exemplo, descobri que sou parente do arquiteto Duarte Pacheco, o homem que basicamente desenhou Lisboa e que morreu num acidente de automóvel a caminho de Lisboa sabes de onde? Vila Viçosa, onde ele tinha ido verificar as obras de onde está a estátua da Florbela. Isto está tudo ligado!

O meu primeiro filme, Quinze Pontos na Alma, onde é que se passa a primeira cena? No Viaduto Duarte Pacheco! Eu nessa altura não sabia que ele era meu parente, o meu irmão só me o contou há três anos. Parece que lá para casa tínhamos uns desenhos originais do Duarte Pacheco, de como ele imaginava que a cidade devia ser.

Eu acho-o uma personagem muito interessante e peculiar na sociedade portuguesa. Mais uma vez, é uma pessoa de ação: chega, transforma. E graças a ele é que tens o viaduto, o Estádio Nacional, o Técnico. Foi presidente da Câmara, foi Ministro das Obras Públicas, é o homem que manda fazer os esboços sobre uma possível ponte sobre o Tejo… E eu gostava de explorar como é que esta cabeça de criação lidaria com Oliveira Salazar!

E, lá está, é isso que me interessa: encontrar esses pontos de conflito na vida destas personagens. Nós temos uma relação muito estranha com a memória… Tenho pena que não se façam mais filmes destes. Agora vão fazer mais um, do Eusébio, mas também são sempre as mesmas pessoas… Há tanta gente interessante de quem se pode falar!

EF: A minha última questão tem a ver com isso mesmo. Depois do teatro, o Variações está nessa lista?

V: O Variações vai ser feito para o ano pelo João Maia, finalmente! Nós estávamos a fazer a peça quando ele ganhou o apoio depois de 10 anos.

EF: E sempre vai ser o Sérgio Praia?

V: Tem que ser o Praia. Eu fiz a peça porque ele me convidou, exatamente por ser ator num projeto que nunca mais era financiado e não sabia o que fazer com todo aquele material. E lá fui eu fazer a investigação, fui para o norte. Eu gosto de fazer esse trabalho. Fiquei muito contente que eles tivessem ganho, realmente mereceram.

Al Berto estreou no dia 5 de outubro e ainda o podes ver nas salas de cinema.