A ModaLisboa Luz chegou ao fim. Este ano o pavilhão Carlos Lopes foi o palco escolhido para a ModaLisboa, onde brilharam mais de 25 coleções. O centro da capital lusa encheu-se de luz e cor e centenas foram aqueles que, durante os três dias de evento, passaram pelas imediações do parque Eduardo VII.

A ModaLisboa luz terminou com tudo aquilo que tinha direito. A emoção, alegria e celebração da diversidade estiveram presentes nas oito apresentações que finalizaram a mais recente edição da Lisboa Fashion Week. Nadir Tati, Olga Noronha, e os reconhecidos Luís de Carvalho e Filipe Faísca apresentaram-se no último dia do evento, com direito a exposições singulares e participações especiais.

Jardins do pavilhão Carlos Lopes abrem-se, pela última vez, ao mundo da moda

Tal como aconteceu nos restantes dias do evento, o último dia de ModaLisboa Luz iniciou-se no exterior do pavilhão Carlos Lopes. Morecco, Nair Xavier e a marca de sapatos nacional Eureka foram os três eleitos para, pela última vez, pisarem a passerelle exterior da Lisboa Fashion Week.

Foi com uma performance cheia de brilho que Morecco iniciou a sua passagem no terceiro dia do evento. As ruas indianas, a sua cor e frenesim foram o ponto de partida da marca para a criação da coleção SS18.

A diversidade, liberdade e dinâmica da coleção fez-se sentir quer nos coordenados onde se enquadraram traços hindus, budistas, as mandalas e tantas outras referências às experiências vividas pelo designer João Magalhães, quer no lado mais performativo que marcou de forma positiva o arranque do terceiro dia de ModaLisboa.

Passavam já das 15 horas da tarde quando os coordenados de Nair Xavier invadiram o jardim do pavilhão Carlos Lopes. Em parceria com a marca Diniz&Cruz, Nair Xavier levou-nos até ao berço da humanidade. Foi com sons de África que a designer expôs as criações que surgiram como um grito pela igualdade e pelo reconhecimento das origens humanas.

Aos tons terra juntaram-se acessórios que remetem para as origens africanas numa total afirmação do valor da cultura do povo afrodescendente.

Calor Africano e Olga Noronha marcam terceiro dia de ModaLisboa Luz

Coube a Olga Noronha inaugurar a passerelle interior no último dia de desfiles. Naquele que tem sido considerado um dos momentos mais marcantes da 49ª edição da ModaLisboa, a designer apresentou ao público coordenados inteiramente desenvolvidos a partir de Aço e resina epoxi pigmentada.

Inspiradas em candelabros, as peças foram apresentadas ao público em dois momentos distintos: Um primeiro, em luz natural, e um segundo, em luz negra, permitindo revelar os verdadeiros tons das jóias. O som do piano tocado ao vivo em conjunto com a delicadeza dos modelos tornaram deste um momento singular de todo o evento.

Já o sol se punha na cidade de Lisboa quando o calor de África entrou no pavilhão Carlos Lopes. Nadir Tati, designer Angolana, trouxe ao público aquilo que ele esperava. Vida, Cor, Alegria e Paixão. Àfrica voltou a marcar presença no terceiro dia de ModaLisboa Luz com os seus tons quentes, vestidos e camisas longas, volumes e padrões exuberantes.

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“Grandes” encerram a ModaLisboa Luz

E porque dizem que os últimos são os primeiros, dois dos grandes nomes do design português ficaram guardados para o fim. Coube a Luís Carvalho e Filipe Faísca encerrar a 49ª edição da Lisboa Fashion Week.

Eagle Eye foi o nome escolhido por Luís Carvalho para a sua coleção de Primavera/Verão 2018. Pela primeira vez o designer apresentou o total das suas criações ao público, onde a leveza de tons neutros, os tecidos fluídos e plissados se destacaram. A àguia, por sua vez, esteve estampada em várias peças da coleção por entre uma paleta que se estendeu pelo rosa pálido, azul marinho e tons areia.

Ficou ao encargo de Filipe Faísca dar os últimos passos do evento. Se na passada sexta-feira Faísca foi um dos convidados de honra do desfile Sangue Novo, tendo um lugar no grupo que compunha o júri do concurso, agora foi a sua vez de ser visto. O designer natural de Moçambique apresentou ao público uma coleção que viaja por entre o passado e o futuro, questionando o presente. Fertilizer ficou marcada pelas franjas, as peças metalizadas, o crochet e pelo renascer do tigress.

Para terminar, o designer reservou um momento sui generisMaria Borges, um dos anjos da internacional Victoria’s Secret, fechou a passerelle num vestido com franjas douradas e trouxe um brilho especial ao fim da ModaLisboa Luz.

Filipe Faísca e Maria Borges