Após um começo atribulado e sem uma direção definida, a verdade é que esta sétima temporada de American Horror Story tem vindo a surpreender. O que é pouco comum – normalmente as anteriores começavam bem mas depressa descarrilavam. O episódio Holes estreou no canal FX no dia 3 de outubro.

Bob (Dermot Mulroney), a cara do noticiário de Michigan, tem estado a ocultar certas notícias, nomeadamente aquelas relativas ao assassinato de Serena (Emma Roberts) no episódio anterior. Visto que a campanha de Kai (Evan Peters) se baseia no medo e na tensão geral da população, tal novidade parece não ser oportuna.

Como tal, eis que o culto é revelado: a jornalista Beverly (Adina Porter) junta-se a Kai e ao restante grupo, composto por Winter (Billie Lourd), o detetive Jack (Colton Haynes), Harrison (Billy Eichner), Gary (Chaz Bono) e, surpresa das surpresas, Ivy (Alison Pill).American Horror Story

Providos das máscaras de palhaço extravagantes que já conhecemos, o grupo dirige-se a casa de Bob e assassina-o à facada, filmando o acontecimento. O vídeo vai parar às notícias e, desde então, a campanha política de Kai acaba por ganhar força e mais 10% na previsão de votos.

O que parecia ser uma nuvem escura é agora um céu claro: Cult é uma temporada que nos introduziu personagens peculiares numa cidade norte-americana e acabou por juntá-las num único propósito – a instalação do medo conjunto como demonstração de que a união faz à força… mesmo quando se trata de crimes e sangue e coisas que tais. Uma jogada de mestre! Ver o elenco reunido de tal forma é refrescante, sobretudo tendo em conta que a maioria deles são caras novas em American Horror Story.American Horror Story

Já tinham sido deixadas dicas de que várias personagens tinham alguma ligação a Kai e, consequentemente, ao culto. Resta saber as motivações pessoais de cada um, visto que a série os colocou desde início em lados opostos, sobretudo nas eleições entre Trump e Clinton. Por enquanto, contudo, estamos satisfeitos.

E que é feito de Ally (Sarah Paulson)? Oficialmente sozinha em casa, a protagonista apercebe-se de que Jack e Harrison têm um caso, e que Meadow está prestes a ser enterrada viva – também ela fazia parte do culto mas foi eliminada a pedido do “marido”. Contudo, antes de partir, a loira confessa a Ally o envolvimento de Ivy nos crimes.

Também outro membro do grupo, o homem por detrás das câmaras que acompanha Beverly nas reportagens, é considerado um elemento fraco e depressa eliminado. As personagens, uma a uma, matam-no com uma máquina de pregos no crânio, de modo a revelar a sua eterna lealdade ao culto. Certamente uma das piores mortes que AHS alguma vez criou.American Horror Story

Beverly e Kai acabam por ter um momento a sós, no qual ele revela o paradeiro dos seus pais: há anos atrás, a sua mãe, vítima de abusos físicos e psicológicos, matou o marido a tiro e cometeu suicídio. O irmão mais velho da família, nada mais nada menos do que o doutor Rudy (Cheyenne Jackson) – mais uma surpresa! – convenceu os irmãos a esconder os corpos, de modo a continuar a desfrutar das pensões dos pais.

Já vamos a metade desta sétima temporada e os dados estão lançados: parece que é Ally contra o resto do mundo. Há medida que as mortes grotescas continuam e os conflitos políticos se manifestam a cada minuto, Cult revela a verdade no espírito que se vive atualmente nos Estados Unidos: se não podes vencê-los, junta-te a eles.

NOTA: 8/10