A EasyJet e a Wright Electric associaram-se com o objetivo de lançar um avião de passageiros cem por cento elétrico nos próximos 10 anos. 

No princípio do ano, a Wright Electric apresentou a ideia de um avião elétrico no Y Combinator Demo Day em Silicon Valley. Recentemente uniu forças com a companhia aérea low cost, oficializando a parceria na passada quarta-feira (27). O objetivo é colocar no ar um avião com energia de bateria fica, segundo as empresas, a dez anos de ser cumprido.

Jeffrey Engler, CEO e co-fundador da empresa tecnológica, esteve presente no Dia da Inovação da EasyJet, precisamente onde a parceria foi anunciada. Num vídeo para a Air Transport Worldo responsável comentou que se encontram a construir um avião com capacidade para 150 pessoas em voos de curta distância.

“Esta é uma das melhores equipas de tecnologia que eu já vi”, afirmou Michael Seibel, chefe do programa de aceleração do Y Combinator. Isto porque, a Wright Electric contratou uma equipa que foi anteriormente financiada pela NASA. A equipa já desenvolveu pesquisa sobre o potencial dos aviões elétricos, o que coloca o seu projeto anos à frente de outros que possam aparecer.

Wright Electric

Jeffrey Engler na Y Combinator Demo Day (Foto: Techcrunch)

Os voos comerciais elétricos constituem um grande avanço nas viagens de baixa emissão de gases poluentes. No entanto, as empresas estão conscientes dos limites desta tecnologia.

Wright já construiu um avião elétrico com dois assentos. E, até hoje, o voo elétrico mais longo fez uma travessia de 1 600 quilómetros e teve apenas um passageiro. Desta forma, para pilotar um avião comercial vai ser necessário um grande avanço na tecnologia da bateria. Esta terá de ser testada e pressionada para que o projeto seja um sucesso.

Os voos comerciais de curta distância em aviões elétricos vão ter a capacidade de voar até 480 quilómetros: o equivalente, por exemplo, a uma viagem entre Paris e Londres.