Até agora, a sétima instalação de American Horror Story deu-nos palhaços assassínios, gritos e lágrimas, com muito pouca substância. No entanto, esta semana, voltámos um pouco atrás no tempo para conhecer as forças responsáveis pelos acontecimentos em Cult. O novo episódio, intitulado 11/9, estreou no canal FX no dia 26 de setembro.

O episódio começa com a noite de eleição, com todos os protagonista prontos para votar. Beverly Hope (Adina Porter) é a jornalista responsável por reportar o momento na cidade de Michigan – momento esse que se torna num filme de terror quando Kai (Evan Peters) aparece acompanhado por um homem sem braço, coberto de sangue.

Recuando ainda mais, começamos a perceber de que forma Kai (e a sua família) se assume como o mestre que controla as marionetas desta temporada. E o primeiro na fila é o famoso e controverso vizinho, Harrison (Billy Eichner).American Horror Story

Harrison é treinador pessoal de Kai num ginásio mas parece estar a passar por dificuldades financeiras, visto que a sua melhor amiga e esposa, Meadow (Leslie Grossman), não consegue arranjar emprego. Como se isso não bastasse, o patrão do ginásio trata-o abaixo de cão graças à sua homossexualidade.

O discurso de Kai é bastante elaborado e carismático mas a ideia é simples: igualdade de poder e abolição do medo. Como tal, Harrison acaba por assassinar o patrão. Em casa, tenta desmembrá-lo na banheira – Meadow chega até a assistir ao momento mas, pedrada, age como se fosse um dia igual a qualquer outro.

A próxima vítima é a própria jornalista. Beverly começa a sofrer a pressão do trabalho e acaba por se internar numa instituição de reabilitação durante um mês quando uma jovem aspirante, mais nova e mais bonita, ameaça roubar o seu lugar. A novata é Serena e marca o regresso da veterana Emma Roberts.American Horror Story

Serena não dura nem dois segundos no episódio. Durante uma reportagem, acaba por ser assassinada pelos famoso palhaços. E ainda bem, porque era a típica rapariga rica e nariz empinado, como só Roberts sabe interpretar. Contudo, depois de Coven e Scream Queens, já estamos todos fartos disso.

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Enquanto isso, Beverly é abordada por Kai e ganha coragem para voltar ao trabalho, juntando-se aos restantes Harrison e Meadow numa equipa que se acha justa mas não se apercebe do verdadeiro perigo que representa para o mundo.

Finalmente, numa manifestação anterior às eleições, Ivy (Alison Pill) é agredida e insultada por Gary (Chaz Bono), o típico branco heterossexual apoiante de Trump. Felizmente, Winter (Billie Lourd) aparece para salvar o dia e encoraja Ivy a vingar-se do homem.American Horror Story

A dupla rapta Gary e prende-o, algemado, numa cave, de modo a que ele não possa participar nas eleições. Mas eis que Kai entra em cena e convence Gary de que ele não se deve envergonhar de quem realmente é e de que a sua voz deve ser ouvida. Oferece-lhe então uma serra para cortar o braço, de modo a soltar-se, e estamos de volta ao início do episódio.

Ter uma pausa dos gritos e choros de Paulson foi uma dádiva. Melhor do que isso foi distribuir a luz da ribalta de forma igual pelas restantes personagens neste novo episódio. Mas a cereja no topo do bolo foi assistir à complexidade da personagem de Peters: a perfeita mistura entre carisma e psicopatia, cuja força condutora é uma América livre de quaisquer constrangimentos e restrições, independentemente da figura que a preside.

NOTA: 8/10