Depois de um assalto a um banco correr mal, o mais velho dos irmãos Nikas, Connie (Robert Pattinson), tenta conseguir dinheiro suficiente para tirar o mais novo (Benny Safdie) da prisão. Este último tem um atraso mental e Connie teme que não sobreviva a uma única noite no sistema prisional duríssimo da cidade de Nova Iorque. Uma premissa simples, profunda e que ocorre em tempo real no mais recente filme dos irmãos Safdie: Good Time.

Baseado num argumento de Josh Safdie e Ronald Bronstein, a equipa técnica conta ainda com Sean Price Williams (Heaven Knows What) na fotografia, Daniel Lopatin (Bling Ring: O Gangue de Hollywood) na banda-sonora e Jean-Luc De Fanti (Barry Seal: Traficante Americano) na produção. Os atores nomeados para Oscares Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) e Barkhad Abdi (Capitão Phillips) também integram o elenco.

Pattinson descreveu, em entrevistas, Good Time como um filme “bastante pesado (…) com personagens quebradas e psicóticas”.  

Segundo os próprios realizadores, a história nasceu de quando um amigo de ambos passou algum tempo na prisão e começou a escrever-lhes comentários pertinentes sobre a sociedade do ponto de vista de um recluso.

A crítica coloca-o algures entre uma comédia e um drama poderoso, onde se destaca a interpretação do protagonista, Pattinson e o estilo visual dos realizadores.

Curiosamente, é também este estilo visual que A.O. Scott, do The New York Times critica, dizendo que “(…) os movimentos de câmara e a textura dão-te a ilusão de que é algo novo e criativo. Não é. É frio e vazio.” Ty Burr do Boston Globe argumenta que “(…) Até podes odiar este filme, mas fá-lo-ás com tamanha paixão que o seu poder estará comprovado.”

Ainda que com negatividades à mistura, a produção mantém uma percentagem de aprovação crítica de 89% no Rotten Tomatoes e esteve nomeada para a Palma De Ouro na última edição do festival de Cannes. Estreia em Portugal esta quinta-feira, 28 de setembro.