A banda prepara-se para lançar, já no próximo mês, uma caixa comemorativa, com toda a discografia dos Diabos na Cruz.

Sem eles, a música portuguesa não seria a mesma. Com eles, a música portuguesa cresceu. Em 2008, uma nova geração de músicos com afinidades musicais e referências comuns foi capaz de olhar para dentro, compreender a riqueza da sua herança cultural e seguir em frente. Numa altura em que se prepara um novo ciclo na vida de Diabo na Cruz, é tempo de olhar para o que foi feito até agora.

Esta caixa tem lançamento marcado para o dia 6 de outubro e nela cabe a discografia essencial de uma das bandas mais reconhecidas da música portuguesa contemporânea. Discos há muito esgotados e procurados voltam a ver a luz do dia numa edição que agrupa os três álbuns de estúdio – Virou! (2009)Roque Popular (2012)Diabo na Cruz (2014) – sem esquecer o EP Combate (2010).

O álbum de estreia, Virou! (2009), derrubou barreiras e foi considerado um marco na música portuguesa pela forma como fundia a música tradicional com rock contemporâneo.

Instrumentos eléctricos evocavam melodias resgatadas da memória e da tradição, convidando a música moderna portuguesa a encontrar-se com a sua raíz.

1 – O Regresso da Lebre (com Vitorino)

2 – Tão Lindo

3 – Dona Ligeirinha

4 – Os Loucos estão certos

5 – Casamento

6 – Bico de um Prego

7 – Dom Fuas Roupinho

8 – Fecha a Loja

9 – Canção do Monte

10 – Corridinho do Verão

11 – Bom Tempo

 

Em 2012, o álbum Roque Popular (2012) espelhava o momento que Portugal vivia. O resultado foi um disco mais denso, mais tenso e mais intenso. Com um travo de amargura, mas com pólvora suficiente para explodir em qualquer festival, romaria ou arraial. São duas mãos cheias de canções que se transformaram em hinos.

1 – Bomba Canção

2 – Baile na Eira

3 – Sete Preces

4 – Luzia

5 – Estrela da Serra

6 – Pioneiros

7 – Chegaram os Santos

8 – Fronteira

9 – Siga a Rusga

10 – Memorial dos Impotentes

 

O terceiro álbum, o homónimo Diabo na Cruz (2014), trouxe um toque mais experimental ao modo como a banda trabalha a memória coletiva da musicalidade portuguesa. Histórias de amor, ambição e esperança de quem vive em Portugal traduziram-se em canções mais abertas e universais.

1 – Duzentas Mil Horas

2 – Ganhar o Dia

3 – Moça Esquiva

4 – Amélia

5 – Ó Luar

6 – Vida de Estrada

7 – Verde Milho

8 – Mó de Cima

9 – Azurvinha

10 – Saias

11 – Armário da Glória

12 – Heróis da Vila

Durante dois anos, o disco cresceu em espectáculos por todo o país, arrecadando o prémio de “Melhor Atuação ao Vivo – Artista Nacional” de 2015 no Portugal Festival Awards, uma festa única no panorama musical nacional.

Concerto a concerto e canção a canção, estão hoje num lugar que só a eles pertence, livres para serem o que quiserem.