Os 7 melhores murais de arte urbana em Lisboa e arredores

Lisboa tem-se tornado, nos últimos anos, uma das cidades mais reconhecidas pela arte urbana a nível mundial. A capital portuguesa destaca-se pela diversidade das intervenções artísticas que todos os dias surgem nas ruas, nos mais diferentes espaços. O difícil é escolher mas o Espalha-Factos dá-te algumas sugestões que vais querer mesmo ver ao vivo.

Amália em calçada portuguesa, por Vhils

Vhils (Alexandre Farto), em colaboração com os calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, criou em 2015 o rosto da fadista Amália Rodrigues. A homenagem encontra-se em Alfama, entre a Rua de São Tomé e a Calçada do Menino de Deus.

Fotografia: shifter.pt

A ideia foi do realizador luso-francês Ruben Alves, convidado a dirigir o disco de tributo Amália: As Vozes do Fado, cuja capa tem a mesma imagem. “Foi com a voz dela que eu percebi o que era ser português, o meu país de origem”, explicou o cineasta.

O Desassossego de AkaCorleone

Na Rua Damasceno Monteiro, perto do Miradouro da Senhora do Monte, surgiu no início do ano um colorido mural. A obra chama-se Desassossego porque “representa de uma forma bastante livre a personagem que mais representa a cidade de Lisboa, Fernando Pessoa, num sonho psicadélico”, segundo o autor AkaCorleone (Pedro Campiche), ilustrador e designer gráfico português.

Fotografia: flickr.com

A vontade surgiu dos inquilinos do prédio (vizinhos do artista) que estavam insatisfeitos com os tags e graffitis na fachada acabada de repintar. A Galeria Underdogs disponibilizou o material e acompanhou em vídeo o processo que durou cinco dias.

Animais a partir de lixo: obras de Bordalo II

Bordalo II (Artur Bordalo) é conhecido por utilizar aquilo que muitos deitam no lixo, como pneus, plásticos, peças de computadores e pára-choques, para construir animais tridimensionais. A série de trabalhos Big Trash Animals já ultrapassou as fronteiras portuguesas e alerta para o desperdício e a poluição. “Nós destruímos os animais e a natureza. Eu dou-lhes vida com o que fizemos para os destruir”, afirmou o artista.

Fotografia: arquiteturaportuguesa.pt

Este guaxinim encontra-se nas traseiras do Centro Cultural de Belém e foi construído, em 2015, no âmbito da exposição individual do artista Pânico, Drama, Terror, patente na Galeria Arte Periférica (CCB). Outros exemplos desta série são o Trash Puppy, construído pouco depois junto à rotunda do Cabo Ruivo, e uma abelha gigante no LX Factory.

Fotografia: bordaloii.com

O mural de azulejos junto à Feira da Ladra, por André Saraiva

No Jardim Botto Machado, junto à Feira da Ladra, está o gigante mural de azulejos de André Saraiva. Com mais de 52 mil azulejos e 188 metros de comprimento, reinterpreta Lisboa ao misturar o passado e o presente. Destaca-se a presença de alguns dos principais monumentos da capital portuguesa mas também de outros países, como é o caso da Torre Eiffel.

Fotografia: mude.pt

O painel foi inaugurado em outubro do ano passado e surgiu por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. O MUDE (Museu do Design e da Moda) e um grupo de alunos de pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa também colaboraram no projeto.

Fotografia: adivagar.com

Uma galeria a céu aberto na Quinta do Mocho

Na Quinta do Mocho, em Loures, as ruas têm vindo a ganhar nova vida nos últimos anos através da arte urbana. Habitualmente caracterizado como bairro problemático, agora é uma verdadeira galeria de arte pública. Paredes, muros, caixas de eletricidade, tudo serve como tela para artistas nacionais e internacionais.

Take your mask off, de Nomen. (Fotografia: conexaolusofona.org)

Sempre com o apoio da Câmara Municipal de Loures, há já cerca de duzentas obras em todo o concelho. O bairro passou até a ser local de visita para turistas e esta explosão de arte urbana tem contribuído para a diminuição da criminalidade.

Trabalho Coletivo, de Vespa, Nomen e Utopia. (Fotografia: Pinterest)

Amália, Carlos Paredes e Zeca Afonso por Odeith, na Amadora

Os muros e os prédios da Amadora também têm sido cada vez mais alvos de intervenções artísticas. Em 2015 foi até lançado um mapa online do graffiti onde, além da localização, é possível ver fotografias, vídeos e descrições que explicam cada uma das obras.

Carlos Paredes e Amália Rodrigues, por Odeith. (Fotografia: Fábio Augusto)

Conversas na Rua é o nome do projeto que promove a arte urbana na cidade e que homenageia figuras marcantes da nossa cultura. No ano passado, Odeith pintou Amália Rodrigues, Carlos Paredes e Zeca Afonso em paredes com cerca de vinte metros de altura.

Zeca Afonso, por Odeith. (Fotografia: Odeith)
LÊ TAMBÉM: CONVERSAS NA RUA REGRESSA À AMADORA EM SETEMBRO

Na margem sul do Tejo: o Festival Urbano de Almada

A oitava edição da Mostra de Graffiti de Almada decorreu na Cova da Piedade nos dias 9 e 10 de setembro, desta vez integrada no I Festival Urbano da cidade. O evento promove e dá a conhecer várias vertentes da cultura urbana: ao graffiti junta-se música, dança, skate, entre outras atividades e uma zona de street food.

Um dos graffitis mais conhecidos da zona, do artista Smile. (Fotografia: João Freitas Farinha)

A arte urbana tem uma forte presença em Almada e o tema da mostra deste ano foi Vivências na Cidade. Estiveram na Cova da Piedade quinze artistas selecionados para a criação dos murais, incluindo The Super Van (Vanessa Teodoro), que pintou um mural sobre igualdade de género.

Metro Transportes do Sul, no Festival Urbano. (Fotografia: Sofia Baptista)

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