E se de repente alguém alterasse o que conhecemos do passado? E se a nossa história pudesse ser contada de outro modo? Esta é a premissa para o enredo de História do Cerco de Lisboa, romance da autoria de Saramago agora adaptada à dramaturgia homónima. 

Quatro companhias nacionais juntam-se para interpretar a História do Cerco de Lisboa, uma co-produção a ver nos Recreios da Amadora, a partir desta quinta-feira, às 21h30, e até ao próximo domingo.

Quando Raimundo Silva, revisor de livros de História, decide alterar factos relacionados com a conquista de Lisboa aos mouros num dos manuais, nasce o caos na editora.

A partir daí, Raimundo é desafiado a compilar uma obra literária que reescreva toda a ação de um episódio História de Portugal, repensando actos, autores, questões e consequências num romance ficcional. Assim nasce uma nova História do Cerco de Lisboa.

Uma história sobre História… de Portugal

A peça em cena conta precisamente como Raimundo dá conta da tarefa, as dificuldades que encontra e até diálogos com o autor do romance original, José Saramago. Sob o olhar do espetador, as personagens do singular texto ganham vida como se se entrasse na mente de Raimundo e nas palavras narradas.

Com adaptação de José Gabriel Antuñano e encenação de Ignacio Garcia, História do Cerco de Lisboa vai ser interpretada pelas companhias Acta – A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés. Em palco juntam-se atores como Ana Bustorff, Luís Vicente, Tânia Silva e Pedro Walter.

Uma história dentro da História a não perder em Lisboa, nos Recreios da Amadora, até dia 24 de setembro. Esta vai poder ser vista de quinta a sábado às 21h30 e domingo às 16h00.

Os bilhetes podem ser adquiridos por 10 euros, usufruindo de descontos a saber no local.

O espetáculo vai estar depois em cartaz nas restantes cidades onde as companhias coprodutoras estão instaladas, num total de 37 representações.

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