A partir deste sábado, e nos próximos dias 17 e 30 de setembro, os livros da coleção Antiprincesas, da chancela da Tinta-da-China (em cooperação com a EGEAC) chegam ao Jardim da Cerca da Graça, em sessões de leitura dramatizada para crianças.

Inserido no programa ‘Lisboa por Dentro’, estas sessões vão ser dedicadas à compositora, cantora e artista plástica chilena, Violeta Parra. 

Com dois horários em cada dia, às 11h00 e às 16h00, a entrada é livre.

Sobre a coleção Antiprincesas 

violeta parra

Foto: divulgação

Publicada em março deste ano, a coleção infanto-juvenil Antiprincesas pretende contar histórias de mulheres latino-americanas que se notabilizaram em diversas áreas.

Da autoria de Nadia Fink, o intuito desta coleção é a desconstrução das heroínas Disney e mostrar desde cedo às crianças histórias reais de mulheres reais.

O mote deste livros são figuras femininas reais, mulheres lutadoras e independentes, que reconfiguraram o paradigma das áreas em que se destacaram. A escritora brasileira, Clarice Lispector, a militar bolivana Juana Azurduy, a pintora mexicana Frida Kahlo e a cantora chilena Violeta Parra são as antiprincesas desta coleção.

Sobre Violeta Parra

Violeta Parra é o nome artístico da cantora e compositora chilena, Violeta Sandoval. 

violeta parra

Foto: Fundación Violeta Parra

Destacou-se no Chile e no mundo fora como fundadora da música popular chilena, tendo chegado a catalogar mais de 3 mil canções populares.

Mas Violeta Parra encetou também um novo caminho para as mulheres enquanto artistas.

O seu papel altamente social e reivindicativo marcou a sua vida pública e Parra fê-lo especial emente através da sua música. Quer pela luta dos oprimidos e explorados, quer na comoção revolucionária, a artista emprestou a voz e a vida a causa sociais.

Mas não só na música Parra se destacou. Foi a primeira latino-americana a ter uma exposição de pintura e escultura no museu do Louvre. 

Também a ela se deve a fundação do museu de Arte Folclórica Chilena.

Violeta Parra terminou a sua vida em 1967, na sequência de um desgosto amoroso.

Em 2015, foi inaugurado um museu em Santiago, no Chile, de seu nome – Museu Violeta Parra.

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