O reconhecido livro O Diário de Anne Frank vai ser adaptado para o formato de banda desenhada e será publicado ainda este mês em Portugal.

No ano em que se assinalam 70 anos desde a primeira publicação deste livro, Ari Folman e David Polonsky adaptaram as memórias escritas da menina que vivia escondida com a família em Amesterdão aquando da ocupação nazi para banda desenhada.

Bastante célebre, O Diário de Anne Frank descreve a vida de Anne Frank, que morreu em março de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen, e da sua família, bem como de várias outras pessoas, também judias, durante o período em que viveram escondidas num anexo para evitar a perseguição nazi.

Ari Folman e David Polonsky, os responsáveis por esta adaptação, são respetivamente o realizador e o ilustrador do filme A Valsa com Bashir, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e candidato aos Óscares na mesma categoria, em 2009.

anne frank

Foto: Penguin Random House

De acordo com a Porto Editora, o livro vai chegar às livrarias portuguesas no dia 21 de setembro. Segundo a mesma, trata-se da primeira adaptação do livro para banda desenhada, aprovada pela família de Anne Frank e pela Fundação Anne Frank.

A editora portuguesa adiantou ainda que, para 2018, tem prevista a edição de uma outra adaptação a banda desenhada de um clássico da literatura: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway.

O Diário de Anne Frank, a obra original

Publicado pela primeira vez em 1947, este livro foi escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, relatando, inicialmente, a sua vida antes de ser obrigada a esconder-se. Depois, os momentos vivenciados por si e pela sua família em conjunto com outros judeus, Albert Dussel, amigo da família e a família Van Daan, enquanto escondidos num pequeno anexo.

A 4 de agosto de 1944, os habitantes do esconderijo foram descobertos e levados para campos de concentração. Felizmente, Miep Gies, amiga da família Frank, a qual ajudou bastante, encontrou, guardou e mais tarde, no fim da guerra, entregou o diário a Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente.

Em 1947, Otto Frank decidiu publicar o diário.

Os manuscritos originais do diário estão expostos na Casa de Anne Frank, em Amesterdão, pertencendo os direitos de autor à Fundação Anne Frank, fundada pelo pai de Anne Frank, Otto, em 1963, na Basileia, Suíça.

O Diário de Anne Frank vendeu, até ao momento, mais de 30 milhões de cópias. Foi publicado em mais de 60 países e está traduzido em mais de 70 idiomas.

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