A girlsband norte-americana Fifth Harmony lançou, no mesmo dia que Taylor Swift fez ecoar o primeiro hit do seu álbum Reputation, o seu terceiro disco, com título homónimo. Depois da saída do quinto elemento, Camila Cabello, em Dezembro de 2016, este é o primeiro trabalho de Lauren, Ally, Normani e Dinah-Jane.

Com um registo completamente diferente da discografia produzida, que inclui os álbuns Reflection e 7/27, o quarteto formado no programa de talentos X-Factor, pela mão de Simon Cowell, apresenta um registo mais coeso, seguro das sonoridades que as inspiram e com uma vibe que mescla entre os sons mais urbanos, como o R&B e o rap, e os sons mais tropicais.

Conhece Fifth Harmony faixa a faixa

Down, a música que encabeça o disco, foi o primeiro single e videoclip a ser lançado. Conta com a colaboração do rapper Gucci Mane e o sucesso da música valeu-lhe a nomeação para Best Pop Video e Best Choreography e a vitória na categoria de Best Pop Video, na cerimónia dos Video Music Awards da MTV.

He Like That segue o primeiro hit e poderá ser uma das músicas a chegar ao top, à semelhança de Work From Home, no álbum 7/27 ou Worth It, em Reflection. Não sendo a faixa que encabeça o disco, apostamos nesta música como uma das mais tocadas na nova tour, a começar dia 13 de Setembro, nos Estados Unidos.

Sauced Up traz o lado mais catchy e flirty, que sempre caraterizou a girlsband norte-americana e que por tantos é criticada. Uma sonoridade pop pastilha elástica, com uma fórmula vista, revista e que não acrescenta nada ao álbum.

Make You Mad , por seu turno, revela o maior amadurecimento desta banda, desde a saída de Camila Cabello. O encontro de vozes e as harmonias, que deram nome ao grupo, foram finalmente conseguidas e a música traz um encontro muito feliz entre os sons dos trópicos e a vibe urbana.

Deliver recupera um pouco do que foi a música Everlasting Love, no álbum Reflection. Também nos traz à memória as músicas de Mariah Carey, no princípio dos anos 90. Já de Lonely Night, poderemos esperar um hit, como foi All In My Head (Flex), em 7/27. O refrão é do mais pop que podemos ter, com frases muito catchy e uma melodia muito bem conseguida.

Don’t Say You Love Me acrescenta a balada que faz sempre falta a um álbum pop, contudo inova com uma componente mais dance, que foge um pouco ao repertório feito por Lauren, Ally, Dinah e Normani, nos últimos dois álbuns.

Angel, o segundo single a ser lançado ao público e cujo videoclip foi gravado com uma câmara super-8, consegue muito bem exponenciar as competências vocais de cada uma das cantoras, num registo muito atual, com trap à mistura.

Não sabemos se foi uma estratégia adotada ou não, o recuperar de sonoridades de álbuns anteriores, mas Messy relembra-nos Dope, do álbum 7/27. O registo de balada e o toque mais feminino, poderão conquistar um público que não se renda às primeiras oito músicas de Fifth Harmony.

A última faixa do álbum poderá também conquistar muito público e um segmento de mercado interessante, se assim for explorado, e temos em Bridges um toque de música retirada de um qualquer filme da Disney, onde princesas, amigas ou cenas de viagem são representadas. É com este toque de positividade, aberto à voz de Ally Brooke, que as Fifth Harmony chegaram, viram e irão vencer com o seu terceiro disco.

Um trabalho que foge muito daquilo que haverá sido produzido no passado pelas protegidas de Simon Cowell, dando um enfoque particular às vozes de cada uma das cantoras e procurando uma verdade e essência maior na sonoridade produzida.

Podemos ver em Dinah-Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Kordei e Ally Brooke, um amadurecimento técnico e artístico de valor acrescentado. Poderemos agradecer a Camila Cabello um álbum tão bom? Talvez.

O certo é que tanto as antigas concorrentes de X-Factor, como a latino-americana Camila, parecem seguir caminhos separados e de sucesso, com o álbum da artista previsto sair ainda em 2017. De destacar que mesmo separadas, tanto a banda como a cantora, conquistaram prémios recentemente, nos Teen Choice Awards.