No seguimento dos acontecimentos em Charlottesville, Barack Obama publicou no seu Twitter uma foto sua com crianças de várias etnias. Este tornou-se o tweet com maior número de likes na história da rede social, e acumula já mais de 4 milhões de “gostos”.

O ex-presidente dos Estados Unidos reviu-se nas palavras duma figura notável na luta contra o racismo. “Ninguém nasce a odiar outra pessoa pela cor da sua pele, o seu passado ou religião”, lê-se na legenda. Esta é uma citação retirada da autobiografia de Nelson Mandela, Um Longo Caminho Para a Liberdade.

O tweet foi publicado no domingo, 13 de agosto, e levou dois dias a alcançar o estatuto de favorito. O próprio Twitter tomou conta do acontecimento na terça-feira à noite. “Este tweet de Barack Obama é agora o mais adorado de todos os tempos”, escreveram no perfil oficial.

A fotografia é da autoria de Pete Souza, que serviu como fotógrafo da Casa Branca durante o mandato de Obama. Foi tirada em 2011, numa visita a um infantário em Bethesda, Maryland.

Este fotógrafo está a tornar-se conhecido pela partilha de fotos que tirou a Obama, publicando-as em contraste com as ações de Donald Trump. O seu Instagram tem mais de um milhão e meio de seguidores.

Trump tem sido criticado pela sua resposta às demonstrações racistas em Charlottesville. Não ter existido uma condenação clara dos extremistas que participaram no protesto, é a critica mais frequente. A resposta dos internautas a esta demonstração por parte de Obama mostra que uma reação mais sensível era desejada.

O tweet que estava em primeiro lugar anteriormente pertencia a Ariana Grande, no rescaldo do ataque terrorista no seu concerto em Manchester. Esse chegou aos 2,7 milhões de “gostos”.

Obama não é novo na lista dos tweets com mais likes. Seis das entradas no top 10 são suas, tanto da sua conta pessoal como quando utilizava a conta oficial de presidente @POTUS44.

Depois da fotografia, ainda se seguiram mais dois tweets a citar Mandela. “As pessoas aprendem a odiar e, se podem aprender a odiar podem aprender a amar” e continuou: “porque o amor é mais natural no coração humano do que o seu oposto.