‘Unicorn Store’: o primeiro filme realizado por Brie Larson

Foi hoje anunciado que Unicorn Store, primeira obra realizada por Brie Larson, irá fazer parte da seleção do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF). O festival decorre entre os dias 7 e 17 de setembro deste ano.

Unicorn Store é uma comédia surreal protagonizada pela própria Larson. A atriz interpreta Kit, uma artista que é expulsa do seu curso de artes e se vê obrigada a regressar a casa dos pais e a aceitar um trabalho temporário. Aí, Kit começa a receber convites mágicos que a conduzem à Loja, um local onde poderá ter um unicórnio – o seu sonho de criança – desde que prove que o merece.

O filme conta ainda com Joan Cusack e Bradley Whitford no elenco, assim como Samuel L. Jackson no papel de Lojista. Deverá chegar ao circuito comercial em 2018.

“Sonhar o impossível”

Em entrevista à Variety, Larson confessou que o filme é um retrato abstrato de si mesma: “de certa forma, sinto que nunca estive tão vulnerável como nesta comédia, excêntrica, divertida e ligeira, com uma metáfora por detrás – e até porque eu adoro uma boa metáfora – sobre sermos nós próprios; e às vezes isso é demasiado para as pessoas“.

A atriz revelou ter feito uma audição para o papel principal há cerca de cinco anos, mas que acabou por não o conseguir. O filme nunca chegou a avançar, mas, “se não ia acontecer da forma tradicional, tinha de acontecer de forma não tradicional”. Na altura da estreia de Quarto (2015), foi-lhe perguntado se queria avançar como realizadora, um passo que estava ansiosa para dar com o guião de Unicorn Store.

brie larson

Aos 27 anos, Larson, que vê o cinema como “uma forma de ativismo“, entende que a idade a leva a querer estimular a criança que ainda há em si. Apelou-lhe a ideia de uma história que versa sobre a inspiração após ter participado em alguns filmes mais sérios. Unicorn Store foi feito “numa altura difícil para o mundo“, e a atriz espera “fazer jus à velha tradição de escapismo do cinema, de motivação para sonhar“.

O unicórnio do filme é  assim uma metáfora para “sonhar o impossível“. Simboliza todos os papéis que foram negados a Brie e da perseverança que esta manteve até chegar onde está hoje. Quanto ao Oscar de Melhor Atriz Principal de 2015, por Quarto, não o considera um fim na sua viagem, mas sim um início: “esse momento apontou-me para continuar como artista e embrenhar-me no que faço; para continuar a transformar-me durante a minha vida“.

 

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