O escritor e investigador Paulo Varela Gomes foi distinguido, a título póstumo, com a Medalha de Mérito Cultural, foi publicado na passada terça-feira no Diário da República.

A medalha é a maior distinção atribuída pelo Ministério da Cultura e condecora personalidades que tenham dedicado a sua vida às causas da cultura.

Igualmente a título póstumo, a Medalha de Mérito Cultural foi também atribuída ao cartoonista e pintor Mário Miranda.

No princípio do ano, o Ministério da Cultura havia já distinguido o tenor Fernando Serafim e a pianista Helena Matos, numa cerimónia realizada no Palácio da Ajuda, bem como a galerista espanhola Juana de Aizpuru, homenageada em Madrid.

Sobre Paulo Varela Gomes

Falecido em abril do ano passado, vítima de cancro, Paulo Varela Gomes foi crítico, historiador de arquitetura e professor universitário. Nascido em 1952, licenciou-se em História, fez o mestrado em História da Arte e doutorou-se posteriormente em História da Arquitetura.

Varela Gomes foi ainda representante da Fundação Oriente em Goa, de 1996 a 1998 e, mais tarde, entre 2007 e 2009. Na nota ministerial é destacado, entre outros feitos, o seu contributo “para o estreitamento das relações culturais efetivas entre Portugal e a República da Índia”.

Vencedor do Prémio PEN Narrativa 2015 (entre outras distinções) atribuído ao romance Hotel, o escritor publicou ainda o volume de crónicas Ouro e Cinza (2014), e os livros O Verão de 2012 (2014), Era Uma Vez em Goa (2015) e Passos Perdidos (2016). Todos edições da Tinta da China.

Os restantes distinguidos

Mário Miranda, por sua vez, foi cartoonista em vários jornais, como são exemplos o The Times of India, o The Economic Times e o The Illustrated Weekly of India.

Já a espanhola Juana de Aizpuru é distinguida por ser uma “grande divulgadora da arte contemporânea portuguesa em Espanha, e responsável pelo estreitamento das relações culturais entre os dois países“, assinala o Diário da República.

A galerista e crítica de arte foi a responsável pela realização da primeira Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid (ARCOMadrid), em 1982.

Relativamente a Helena Matos, o Ministério da Cultura refere que a intérprete “dedicou toda a sua vida à Música, tendo entrado no Conservatório Nacional com apenas onze anos“.

Participou em inúmeros concertos no país e no estrangeiro, tendo tocado com outros artistas de referência, como Jack Glattzer, Christa Rupper, Leonor Prado, Lídia de Carvalho, Vasco Barbosa, Madalena Sá e Costa e Fernando Serafim“.

Sobre o tenor, de 83 anos, a mesma nota refere que Fernando Serafim “tem uma longa vida dedicada à música, tendo participado em inúmeros concertos, interpretando obras de autores portugueses e estrangeiros de reconhecido mérito“.

Na folha oficial é ainda destacado o papel do tenor como intérprete: “Editou vários discos, foi membro fundador de vários agrupamentos musicais, como o Grupo de Música Antiga de Lisboa e os Segréis de Lisboa, traduziu várias óperas e foi professor de canto no Conservatório de Música de Tomar, na Escola de Música de Santarém e na Juventude Musical Portuguesa“.

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