O Festival Silêncio regressa ao Cais do Sodré entre 28 de setembro e 1 de outubro. Trata-se de uma celebração da palavra “enquanto unidade criativa, veículo do pensamento e da criação”. As ruas e os espaços comerciais e culturais vão receber atividades que envolvem música, performance, cinema, artes plásticas, conferências e debates.

A programação completa vai ser revelada no próximo dia 23 mas já são conhecidos alguns destaques. O Ciclo Autor vai ser dedicado a Maria Gabriela Llansol, autora portuguesa que morreu em 2008. Com curadoria do Espaço Llansol, o objetivo é celebrar a sua obra através de exposições e atuações musicais, entre as quais a do Coro Feminino de Lisboa.

Quanto ao Ciclo Palavra, «voz» é a palavra que vai estar em destaque. Este ciclo quer desafiar e refletir sobre a polissemia da palavra: voz enquanto expressão e voz enquanto urgência de diferentes tipos. O filósofo Achille Mbembe vai participar nas Conferências do Silêncio, dedicadas ao tema Vozes do Sul.

Uma das grandes novidades da edição deste ano é a Rádio Silêncio. A estação vai cobrir os quatro dias do evento e pode ser sintonizada na zona do Cais do Sodré num raio de cinco quilómetros, assim como online. A direção criativa fica a cargo de Pedro Coquenão.

O teaser do Festival:

A festa da palavra “dita, escrita, pensada, encenada, cantada, musicada, filmada e ilustrada”

O Festival Silêncio vai dedicar uma secção da programação à edição literária independente. Entre as editoras independentes convidadas estão a Livraria Snob/Cossoul, a Triciclo e a Douda Correria/Miasoave. A editora Do Lado Esquerdo vai comemorar o seu quinto aniversário no festival.

No jardim da Praça D. Luís vai estar o Jardim das Palavras, “um espaço que remete para um mundo lúdico e colorido”. Ali os mais novos vão poder festejar a palavra através de brincadeiras e jogos. Ainda na secção infantil vão estar, na Praça de São Paulo, a Biblioteca Itinerante e a Bebeteca. Todos os dias há sessões de contos, leituras musicadas, oficinas, concertos e espetáculos de marionetas.

Na música destaca-se o espetáculo Os Velhos Também Querem Viver, criado especialmente para o Festival e partindo do texto homónimo de Gonçalo M. Tavares. Destaque ainda para a atuação de Bruno Pernadas e para o concerto Água e Sal, um projeto de Capicua e Pedro Geraldes.

A performance vai ter lugar no palco instalado na Rua Cor-de-Rosa com a presença de diversos projetos, assim como um torneio de poetry slam. No cinema o destaque vai para mais uma edição da mostra competitiva Isto Não É Um Filme. A instalação coletiva Palavras à Janela convida os moradores do Cais do Sodré a colocar na sua varanda ou janela uma ou várias palavras, podendo ou não formar uma frase.

O Festival Silêncio é dirigido a todos os públicos e é gratuito. Pode manter-se atualizado ao seguir a página de Facebook.