Nas novas listas do Plano Nacional de Leitura (PNL) constam este ano 400 novas obras, disse a subcomissária do PNL, Elsa Conde, numa nota enviada à imprensa.

Os 400 novos títulos juntam-se assim aos diversos que se mantêm nas listas anualmente publicadas no site do PNL.

Diferenciadas em leitura autónoma, em voz alta, orientada ou em contexto de sala de aula, as listas do PNL recomendam diversos livros para todas as idades, da pré-primária ao ensino secundário. São ainda apresentadas algumas sugestões para adultos.

Entre as novas obras sugeridas estão presentes títulos de autores que surgem pela primeira vez. O livro infantil Mana, de Joana Estrela, a obra Saramago – Homem rio, de Inês Fonseca Santos e a banda desenhada Os vampiros, de Filipe Melo e Juan Cavia, são alguns exemplos.

Por outro lado, Manuel Alegre, vencedor do prémio Camões 2017, volta a surgir com obras como Praça da Canção, Alma e Barbi-ruivo – o meu primeiro Camões.

O romance O nosso reino, de Valter Hugo Mãe, regressa às listas de leitura autónoma do 3.ºciclo, meio ano após ter sido recolocado nas sugestões de leitura do ensino secundário. A alteração, realizada em janeiro, foi resultado de um protesto de pais e alunos devido à presença de passagens eróticas na obra.

Sobre o programa

As listas de leitura recomendada são apenas uma das componentes do PNL, criado em 2006 com o objetivo de melhorar os níveis de literacia do país. O projeto envolve ainda a realização de estudos e, sobretudo, a promoção da leitura nos agrupamentos de escolas, municípios e bibliotecas escolares.

Renovado por mais uma década em abril deste ano, sob a liderança de Teresa Calçada e Elsa Conde, o PNL tem como objetivo adicional para os próximos anos promover também a “literacia científica e digital”.

Inicialmente o PNL foi coordenado por Isabel Alçada e, depois, em 2009, por Fernando Pinto do Amaral.