No próximo dia 22 de julho, pelas 22 horas, o canal História traz ao público a sua mais recente produção. A mini-série Super Heróis conta a história da era moderna através dos heróis mais icónicos da ficção e da banda desenhada norte-americanas.

Super Heróis vai dividir-se em duas partes. A primeira, com duas horas de duração, será exibida na data marcada para a estreia. A segunda, com o mesmo tempo de exibição, irá ser transmitida uma semana depois, a 29 de julho.

Ao todo, serão quatro horas de vídeos e excertos de filmes de super heróis mais ou menos atuais, imagens das histórias de banda desenhada mais marcantes, e entrevistas com dezenas de especialistas, fãs e autores. Tudo isto converge num extenso arquivo histórico, aberto ao público, que promete esclarecer curiosidades e fazer as delícias de todos os fãs deste tipo de ficção.

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Podemos contar, nas duas partes que compõem a mini-série, com a presença de inúmeras figuras de renome do universo da fantasia e ficção. Lá estarão Anthony Mackie – o Falcão de Capitão América: Guerra Civil – e os realizadores por trás do filme, os irmãos Anthony e Joe Russo. A eles se juntam Jon Favreau, realizador de Homem de Ferro, e até mesmo George R. R. Martin, o autor do fenómeno A Guerra dos Tronos.

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De destacar também a presença de Brad Meltzer, o premiado autor da Liga da Justiça e um dos mais aclamados da DC Comics. Para encerrar o alinhamento de participantes com chave de ouro, não poderia faltar um dos mais icónicos senhores do mundo da ficção: Stan Lee, o antigo presidente da Marvel Comics.

Stan Lee; Marvel

Stan Lee, o antigo presidente da Marvel

A primeira parte de Super Heróis tem como título Lendas Americanas e explora a criação do ícone do super-herói, num contexto histórico e social. Desde a sua criação que personagens como o Super-Homem, Batman, Capitão América, Mulher Maravilha ou o Homem-Aranha têm sobrevivido a décadas de guerra, triunfo e escândalo, evoluindo constantemente para refletir os valores permanentemente em mutação de um país tantas vezes envolvido no tumulto. Do seu íntimo até à sua apresentação exterior, estes heróis míticos sempre personificaram (ainda que com as suas especificidades) tanto os medos mais profundos como as maiores aspirações dos Estados Unidos da América: acompanharam a nação em várias fases da sua história e alastraram a sua influência na cultura de massas muito além fronteiras.

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A segunda parte chama-se Rebeldes Americanos. O título é, por si só, elucidativo. Este segundo episódio da mini-série analisa as diversas conceções do que é um “rebelde americano”. Aqui olha-se mais o “anti-herói” que o herói tradicional, virtuoso e universalmente bom. O foco está, portanto, nos outsiders, naqueles que desafiam a autoridade, lutando pela justiça – ainda que, por vezes, de formas menos ortodoxas – provando que, por vezes, ser herói também significa quebrar algumas regras. Desde o seu surgimento no universo da banda desenhada até ao seu ressurgimento em filmes mais atuais, super-heróis como Hulk, Pantera Negra, Homem de Ferro, Luke Cage, Wolverine e os restantes X-Men redefiniram a conceção de heroísmo para toda uma nova geração.

Em suma, Super Heróis revela como a ascensão da figura do super-herói estabelece um certo paralelismo com a forma como a América se tornou uma super-potência no século XX, evoluindo com o tempo para criar uma “mitologia americana” única que, ainda hoje, continua a atrair audiências de todo o mundo.