Mad Max: Fury Road redefiniu o cinema de ação quando estreou. Christopher Nolan não ficou indiferente ao filme de George Miller, e a outros, e tal é evidente em Dunkirk.

Christopher Nolan identifica-se como um estudioso do cinema, absorvendo inúmeras referências. O seu novo filme, Dunkirk, aborda uma missão de resgate na 2.ª Guerra Mundial. O realizador descreveu aquelas que foram as suas influências, algumas surpreendentes.

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Em entrevista à Entertainment Weekly, o realizador de Inception explicou o ponto de vista pretendido: “Procurei uma experiência visceral, queria tratar esta como uma história de sobrevivência, e não de guerra. Este filme seria como o último ato de um filme de ação, mas ocuparia o filme todo.”

Muita ação, pouca discussão

Nolan esclareceu os pontos de contacto que o seu novo filme tem com Mad Max e Gravity, de Alfonso Cuáron: “Há filmes que foram feitos nos últimos anos que fizeram isto, como o último Mad Max, o Fury Road, ou o Gravity, em que somos atirados para as situações diretamente. Estamos a lidar com as coisas enquanto as personagens lidam também, em vez de haver muita discussão sobre de onde elas vêm e o que vão fazer a seguir.”

Dunkirk parece seguir esta tendência, segundo a Entertainment Weekly, que descreve este como um filme atípico do realizador. “Dunkirk não tem o ritmo de um filme típico de Nolan, utiliza longos planos e cenas sem qualquer diálogo. O resultado é puramente cinemático”, descreve a revista.

A história de Dunkirk incide sobre o resgate de mais de 300 mil soldados aliados. Os soldados, na cidade francesa de Dunquerque, estavam rodeados por exércitos alemães. O filme apresenta uma perspectiva tripartida, por água, terra, e ar, com três personagens centrais.

O novo filme de Nolan conta com Fionn Whitehead, Jack Lowden, Harry Styles, Cillian Murphy e Tom Hardy no elenco. Dunkirk é já um dos filmes mais bem recebidos do ano, contando com 96% na escala do site Rotten Tomatoes. A película tem estreia marcada em Portugal para o dia 20 de julho.