George Romero, mestre do terror, considerado o pai dos filmes de mortos-vivos, morreu este domingo (16), aos 77 anos, vítima de cancro do pulmão. A notícia foi avançada pelo seu agente, Chris Roe.

“O lendário realizador George A. Romero morreu este domingo, 16 de julho, escutando a banda sonora de ‘O Homem Tranquilo’, um dos seus filmes preferidos de todos os tempos, com a sua mulher, Suzanne Desrocher Romero, e a sua filha, Tina Romero, a sua lado”, refere a nota do agente.

“Ele morreu pacificamente no seu sono, em sequência de uma breve mas agressiva batalha contra o cancro do pulmão, e deixa para trás uma família amada, muitos amigos e um legado de cinema que persistiu e que continuará a persistir no teste do tempo.”

Para além de realizador, Romero foi também  produtor, argumentista, actor e director de fotografia, sendo considerado um dos grandes nomes do cinema de Hollywood.

A notoriedade que adquiriu com o seu primeiro filme, A Noite dos Mortos-Vivos (1968), um clássico instantâneo, produzido com um orçamento residual, permitiu-lhe lançar as sementes para o lançamento do seu próprio sub-género dentro do terror.

Desde então, os zombies tornaram-se algo como uma marca registada. Seguiram-se filmes como O Exército de Extermínio (1973), Zombie – A Maldição dos Mortos Vivos (1978) ou A Face Oculta (1993), que lhe garantiram o estatuto de referência dentro do género e inspiraram inumeráveis cópias e remakes.

Retratando as suas criações monstruosas como formas de sátira política, Romero nunca escondeu algum desapontamento em relação ao curso tomado pelos mortos-vivos no panorama actual do terror, cada vez mais mergulhado em espectáculos vazios de violência barata. Foi permanecendo fiel aos seus princípios e depois de recusar realizar uma série de episódios de The Walking Dead, que George Romero partiu, deixando um legado cinematográfico protegido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Não tardaram as reações pesarosas de vários nomes do mundo do espectáculo, particularmente daqueles que mantêm uma ligação ao universo do terror e do fantástico. É o caso, por exemplo, de Stephen King, que destacou a sua singularidade, para além de Eli Roth e Guillermo del Toro, que descreve a sua morte como “uma perda enorme”.

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