Decorreu esta semana a entrega do prémio da sétima edição do Prémio Literário Maria Ondina Braga, o prémio de literatura bracarense em honra da poetisa, cronista e ficcionista homónima.

Nesta edição participaram 59 obras e consagrou-se vencedor o autor Amadeu Batista, que concorreu com a obra poética Ondina, sob o pseudónimo de António Rios.

maria ondina braga

Foto: Câmara Municipal de Braga

O Prémio Literário Maria Ondina Braga, no intuito de “desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita” e, assim, “honrar a memória” da célebre escritora bracarense, segundo o regulamento do concurso, teve a sua primeira edição em 2005. Decorre bienalmente, nos anos ímpares, alternando entre a ficção e a poesia. Em 2017, destinou-se à poesia.

Este ano, o júri foi constituído por Maria do Carmo Pinheiro Silva Cardoso, João Paulo Braga e Orlando Alfredo Arnold Grossegesse, e presidido pela vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias.

Lê também: Prémio Literário Florbela Espanca com candidaturas até 15 de setembro

Autora de obras como Nocturno em Macau (1991) e Vidas Vencidas (1998) e nome sonante no feminino da narrativa contemporânea portuguesa, Maria Ondina Braga nasceu em Braga a 13 de janeiro de 1932 e faleceu, também em Braga, a 14 de março de 2003.

Trabalhou como enfermeira, professora e tradutora e colaborou com publicações como o Diário de Notícias e A Capital. Os seus trabalhos publicados dividiram-se entre contos, novelas, romances, crónicas de viagem e poesia. Venceu em 1991 o Prémio Eça de Queirós pelo romance Nocturno em Macau, e o Grande Prémio da Literatura DST em 2000 por Vidas Vencidas.

A entrega do galardão, com o valor pecuniário de 2 500€, decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, em Braga, no dia 11 de julho. O autor terá também o seu trabalho publicado na Revista Cultural Bracara Augusta.