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Foto: VisualHunt

Prémio Eça de Queiroz deste ano não foi atribuído

De entre 170 concorrentes e nove finalistas, não houve uma obra com qualidade suficiente para convencer o júri a atribuir-lhe o prémio no valor de cinco mil euros.

O júri, recorrendo ao artigo 8.4 do regulamento do concurso Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz, no qual se pode ler “se as obras concorrentes não apresentarem a qualidade exigida, o Júri poderá deliberar não atribuir o Prémio“, decidiu não entregar o prémio.

O concurso, que esteve aberto de 9 de setembro de 2016 a 1 de fevereiro passado, teve o júri presidido por Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Gulbenkian, e constituído pelos escritores Bruno Vieira Amaral e Dulce Maria Cardoso, a crítica literária Luísa Mellid-Franco, e Manuel Pereira Cardoso, do conselho cultural da Fundação Eça de Queiroz (FEQ).

O conselho de administração da FEQ decidiu ainda que o concurso se passará a realizar de dois em dois anos. Sendo assim, a próxima edição será em 2019 e o prémio terá o valor de 10 mil euros.

O que é a FEQ?

A FEQ, nas suas palavras, “é uma instituição de utilidade pública administrativa, sem fins lucrativos, que tem como cais de partida a divulgação e promoção nacional e internacional da obra do maior nome do romance português”.

Foi esta, em conjunto com a Câmara Municipal de Baião e a Editorial Presença, que instituiu o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz, o qual visa “homenagear um dos maiores vultos nacionais e internacionais da literatura e cultura portuguesas, bem como promover e incentivar a produção de obras literárias em língua portuguesa”.

Na edição de 2016 a vencedora foi Filomena Antunes Sobral, com a obra As atualizações dos romances de Eça de Queiroz para o pequeno ecrã.

Contudo, também já na edição de 2015, o prémio não tinha sido entregue, embora dessa vez tenha havido um vencedor. Na altura, a FEQ e a Câmara Municipal de Baião anunciaram que essa decisão se prendia com a violação das regras do regulamento por parte do autor vencedor, no que dizia respeito à obrigatoriedade da não apresentação da obra literária em causa a outros concursos do mesmo género.

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